
Vivemos tempos em que muitas das igrejas se preocupam mais em ter uma igreja cheia de membros do que com a qualidade e veracidade do conteúdo que oferecem. Aprenda mais com Hernandes Dias Lopes:

Vivemos tempos em que muitas das igrejas se preocupam mais em ter uma igreja cheia de membros do que com a qualidade e veracidade do conteúdo que oferecem. Aprenda mais com Hernandes Dias Lopes:
Esse vídeo é um trecho da pregação de Hernandes Dias Lopes pela Conferência Fiel para Pastores e Líderes.
Por: Hernandes Dias Lopes. © 2014 Ministério Fiel. Original: Precaução com a Numerolatria – Hernandes Dias Lopes .
Hernandes Dias Lopes, natural de Nova Venécia-ES. Casado com Udemilta Pimentel Lopes, pai de Thiago e Mariana. Fez o seu curso de Bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP no período de 1978 a 1981 e o seu Doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminary, em Jackson, Mississippi, nos Estados Unidos no período de 2000 a 2001. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. É conferencista e escritor, com mais de 70 obras.

Igrejas morrem? Parece que não aqui no Brasil, pois de acordo com os dados do Censo Demográfico divulgados, no ano de 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde se constatou um significante aumento no número de evangélicos no Brasil nos últimos 30 anos. Em 1991, por exemplo, o número de evangélicos era de 9% da população e, já em 2000, esse percentual pulou para 15,4%. Em 2010 cerca de 22,2% dos brasileiros se disseram evangélicos. Se o crescimento continuar neste ritmo, a igreja evangélica do Brasil alcançará 50% da população até o ano 2022, dizem alguns especialistas.[1] Esses números são animadores, principalmente para as 10 maiores denominações do Brasil. Mas até quando continuarão a crescer numericamente?[2]
Está pergunta foi realizada no ano de 2010 pela equipe de revitalização da Missão Batista em Hidrolândia, uma congregação da Primeira Igreja Batista em Goiânia no estado de Goiás. Esta congregação havia sido plantada a menos de trinta anos e apesar de ser relativamente nova, já enfrentava um acentuado declínio no número de seus membros. Após algumas mudanças colocadas em prática, durante o processo de revitalização, os poucos membros remanescentes deixaram a igreja, o que resultou na morte desta congregação.
Essa não é uma realidade pontual de uma igreja do interior de Goiás, mas algo vivido por muitas outras igrejas espalhadas por todo mundo. Por exemplo, de acordo Carl George, consultor sobre crescimento da igreja, entre 50 a 75 por cento das novas igrejas falham nos primeiros cinco anos.[3] Em pesquisa realizada por Win Arn[4], 3.500 a 4.000 igrejas fecham as suas portas a cada ano nos Estados Unidos, já outras 340.000 precisam ser revitalizadas, diz Ed Stetzer.[5]
Até os Estados Unidos, que no passado tiveram um crescimento numérico semelhante ao experimentado no Brasil hoje, enfrentam um acentuado declínio nos últimos anos. Em 1963, 90% dos norte-americanos afirmavam ser cristãos, e somente 2% professava nenhuma identidade religiosa.[6] Em 2012, a percentagem de cristãos estava mais perto de 70% e, 13% afirmaram não ter uma identidade religiosa, destes 48% são protestantes.[7] Em 1900, haviam 28 igrejas para cada 10.000 americanos. Em 1950, esse número caiu, 17 para cada 10.000. Em 2000, havia apenas 12 igrejas por 10.000, e em 2004, a proporção caiu para 11 por 10.000.[8]
Na Inglaterra a situação não é diferente, pois segundo o Censo organizado pelo Office for National Statistics (ONS), em 2001 cerca de 71,7 %[9] da população se disseram cristãos, mas já em 2011 esse número caiu para 59.4%, destes.[10] De acordo com Steve Timmis, 40% da população do Reino Unido está na categoria de ex-frequentadores[11] e que cerca de mil jovens saem das igrejas no Reino Unido toda semana para nunca mais voltar.[12] Isto explica a matéria publicada pela BBC News que diz que entre 25 a 35 igrejas fecham suas portas a cada ano no Reino Unido, quase uma por semana.[13]
Analisando a atual situação das igrejas, de diversas partes do mundo, que no passado experimentaram um crescimento numérico de cristãos, principalmente protestantes, tornar-se maioria protestante em um país não é algo tão animador levando em consideração o declínio que precede todo crescimento, no número de membros e até na morte de muitas igrejas locais.
Por isso colocam-se algumas questões, entre elas: Por que igrejas morrem? Como pode Deus permitir a morte de uma igreja local? Não é a igreja a noiva de Cristo? Como haverá casamento sem uma noiva? Não é Cristo a cabeça e a igreja o corpo, como Jesus se movimentará, sem um corpo? Como a teologia nos ajuda a entender a morte de igrejas locais? Como alguns movimentos mais proeminentes de nossos dias tentam reverter a morte da igreja? O que ainda não entendemos sobre as igrejas locais? O que fazer com as igrejas quase ou mortas? Estaria o Brasil isento de um declínio futuro no número de igrejas locais?
Dividimos esta série de artigos em três partes. Parte 1, trata da promessa de Jesus de edificar uma igreja indestrutível apontando posições teológicas de diversos estudiosos que buscam explicar a morte da igreja e o paradoxo de sua indestrutibilidade sob uma perspectiva teológica bíblica. Parte 2, analisa razões apresentadas por seis grupos de estudiosos que tentam, não só explicar, mas também evitar a morte de igrejas nos últimos 50 anos apontando pontos positivos e negativos de cada movimento. Parte 3, compartilha de forma prática três processos para aquelas igrejas que morreram, mas que ainda acreditam na ressurreição de suas congregações locais.
Notas
[1] De 1991 a 2000, a diferença entre o crescimento da população e o crescimento dos evangélicos aumentou, pois o crescimento dos evangélicos chegou a superar em quase quatro vezes o crescimento da população do país (igreja cresceu 7,43% ao ano e população 1,63% ao ano). Se continuar a mesma taxa de crescimento da população e dos evangélicos de 1991 até 2000, os evangélicos serão 50% da população no ano 2022. Disponível em: http://pesquisas.org.br/conteudo/itemlist/category/38-brasil
[2] Em 1991 foi de 13,7 milhões; e em 2000 foi de 26,1 milhões. As 10 maiores denominações evangélicas do Brasil segundo o censo 2010 são: 1° Igreja Assembleia de Deus 12.314.410; 2° Igreja Evangélica Batista 3 723 853; 3° Igreja Congregação Cristã do Brasil 2 289 634; 4° Igreja Universal do Reino de Deus 1 873 243; 5° Igreja Evangelho Quadrangular 1 808 389; 6° Igreja Evangélica Adventista 1 561 071 ; 7° Igreja Evangélica Luterana 999 498 ; 8° Igreja Evangélica Presbiteriana 921 209; 9° Igreja Deus é Amor 845 383 ; 10° Igreja Maranata 356021. Disponível em:ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Caracteristicas_Gerais_Religiao_Deficiencia/tab1_4.pdf. Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00
[3] CARL George, Perspective On Winning a Continent: How to Plant a Church syllabus. Pasadena, California: Charles E. Fuller Institute of Evangelism and Church Growth, 1985, p. 5-9.
[4] WIN Arn, The Pastor’s Manual for Effective Ministry. Monrovia, CA, Church Growth, 1988, p.16
[5] STETZER, Ed; DOBSON, Mike. Comeback churches: How 300 churches turned around and yours can too. Nashville, TN: B, & H. publishing Group, p. 18-19.
[6] GILLELAND, Don. Florida Today: 50 years of change. Melbourne, Florida, January 3, 2013, p. 9.
[7] PEW Forum on Religion & Public Life, aggregated data from surveys conducted by the Pew Research Center for the People & Press, 2007-2012. Number of respondents: 9,443 in 2007 and 17,010 in 2012.
[8] TOM Clegg and WARREN Bird, Lost in America: How You and Your Church Can Impact the World Next Door. Loveland, Colo.: Group Publishers, 2001, p. 30
[9] http://data.gov.uk/dataset/religion_2001_census. Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00
[10] http://www.ons.gov.uk/ons/publications/re-reference-tables.html?edition=tcm%3A77-286262.
Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00
[11] CHESTER, Tim; TIMMIS, Everyday Church: Gospel Communities on Mission. Nottingham, UK: IVP, 2011, p.13
[12] CHESTER, Tim; TIMMIS, Total Church: A Radical Reshaping around Gospel and Community. Nottingham, UK: IVP, 2007, p.171
[13] Disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/4187127.stm. Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00

Joel Beeke palestra sobre quão essencial é a a obra do Espírito para a vida de nosso Senhor, para nossa salvação, para o equilíbrio da igreja e para nossa santificação.
A obra do Espírito é absolutamente essencial para todo cristão. Veremos isso sob quatro aspectos diferentes:
Jesus foi concebido pelo Espírito Santo. João Batista destacou a obra do Espírito através de Cristo. O Espírito leva Jesus ao deserto para ser tentado. Jesus operou milagres pelo Espírito. A ressurreição ocorre pelo poder do Espírito. Por todo ministério de Cristo, vemos a ação do Espírito. E, hoje, Cristo age em sua igreja através do seu Espírito. Sendo assim, nós devemos viver pelo mesmo Espírito.
Sem a ação do Espírito ninguém será salvo. O Espírito revela a verdade de Deus para nós e sonda nossos corações. Ninguém pode conhecer a Deus a não ser pelo Espírito de Deus. Nós não conseguimos entender a Palavra de Deus e aplicá-la a nossa alma sem o Espírito.
Somente a obra do Espírito pode fazer que as pessoas da Trindade sejam pessoais para nós. Sem a obra do Espírito, o Pai e o Filho pareceriam distante para nós. Através da sua Palavra, o Espírito dá realidades tangíveis para nos conectarmos com o Pai e o Filho. Ele nos leva à comunhão com a Trindade e as três divinas pessoas se tornam íntimas conosco. A habitação do Pai e do Filho no crente é pelo Espírito.
Sempre existe o perigo de gravitarmos em só uma pessoa da Trindade. Mas a Bíblia foca nas três. Mesmo que a obra do Espírito seja apontar para Cristo, o Espírito não é o Deus Esquecido no Novo Testamento.
Se apenas enfatizarmos a eleição soberana do Pai e esquecermos a redenção do Filho e a aplicação do Espírito podemos cair no erro da passividade espiritual e no que é chamado de hipercalvinismo.
Por outro lado, se pregarmos somente a Cristo e dizermos que tudo o que uma pessoa precisa fazer é crer em Cristo, sem salientar o que a fé faz pelo operar do Espírito, seremos inclinados a levar a igreja à graça barata e à fé fácil.
Porém, se enfatizarmos só a obra do Espírito, poderemos cair em legalismo ou em misticismo. Ficaremos centrados na experiência e nossa fé buscará por experiências em vez do Salvador e, assim, nossas experiências se desviarão da verdade bíblica.
Na verdadeira pregação bíblica, a obra de cada pessoa da Trindade é balanceada: a eleição soberana do Pai, a graça redentora de Cristo e a obra regeneradora do Espírito.
Nós não sabemos como orar, mas o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8). Em toda oração, existe o mistério do Espírito orar conosco, auxiliando-nos. Sem o Espírito jamais poderíamos orar verdadeiramente. Podemos até armar a vela de nossos barcos, mas sem o vento do Espírito não iremos a nenhum lugar.
Cheios do Espírito resistimos as obras da carne (Ef 5, Gl 5). Se queremos dar frutos para Cristo, precisamos ter o fruto do Espírito. As características do fruto do Espírito não são naturais a nós. É o Espírito que as frutifica em nós.
O Espírito é a espada em nossa guerra. Você está sofrendo, pegue a espada do Espírito e vá para Romanos 8 e aprenderá a clamar “Aba Pai”. Está fraco, pegue a espada do Espírito, vá para 2 Tm 1.7 e veja que “Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. Com medo de não perseverar, pegue a espada do Espírito, vá para Jd 24 e veja que Deus “é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória”.
Nossa experiência subjetiva pelo Espírito da obra objetiva de Cristo nos dá a capacidade de confiar em Deus.
Ao passar dos anos, o constante trabalhar do Espírito nos dá segurança da salvação. Ele nos mantém em amor junto ao Salvador e não nos deixará desviar.
Não há um passo que podemos dar por nossa própria conta. Não poderia fazer nada para a glória de Deus. Mas pelo Espírito, podemos diminuir para que Cristo cresça.
“O fim principal do ser humano é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” (Catecismo de Westminster). O único meio de ter alegria nesta vida é viver para aquilo que Deus nos criou, viver para sua glória.
Por: Joel Beeke. © 2014 Ministério Fiel. Original: Por que é importante
considerar a obra do Espírito Santo?.
Gravado na Conferência Fiel 2014.
Joel Beeke é presidente e professor de teologia sistemática no Puritan Reformed Theological Seminary (EUA) e pastor da Heritage Netherlands Reformed Congregation. Beeke é Ph.D. em teologia pelo Westminster Theological Seminary. Publicou 50 livros, dentre eles, “Vivendo para a Glória de Deus” e “Vencendo o Mundo” (Fiel).
Podemos dizer que a história da Reforma mudou porque Lutero não fez aquilo que sabia que era errado. Ele levou a sério sua consciência. Como você trata sua consciência?
Lutero, com sua consciência cativa à palavra de Deus, diante da Dieta de Worms, disse: “A menos que me convençam, pela Escritura ou por razões claras, de que estou errado, eu permaneço constrangido pelas Escrituras. Não posso nem quero me retratar, de vez que não é seguro nem correto agir contra a consciência. Deus me ajude. Amém”.
Podemos dizer que a história da Reforma mudou porque Lutero não fez aquilo que sabia que era errado. Ele levou a sério sua consciência. Como você trata sua consciência?
2 Coríntios 1.12, 15-17, 23 – Algumas pessoas de Corinto estavam colocando Paulo em dúvida, acusando-o por inúmeros motivos. Porém Paulo diz que tem uma consciência limpa – para ele isso era crucial (Rm 9.1, 2 Tm 1.3). A consciência pode não ser o juiz final de nossas acusações, mas é um bom indicador. Consciência é a faculdade que Deus colocou em nós para que nos conheçamos e para que possamos discernir o certo do errado. E o Espírito age através e influencia a nossa consciência. Os puritanos diziam que a consciência é o espião de Deus e o superintendente do homem.
Rm 2.14-15 – A consciência pode ser como um promotor, acusando-nos de nossos pecados. Mas a consciência também tem um papel positivo de nos defender que estamos corretos mesmo diante de acusações. A Escritura coloca a falta de uma consciência desenvolvida como um atributo infantil. Entender o papel da consciência é indispensável à maturidade cristã.
Hb 10.22 – Mas podemos ter uma consciência má, a qual nos acusa de fazer o mal, mas não nos leva a fazer nada a respeito disso.
1 Tm 4.2 – Se você ignora sua consciência por muito tempo, sua consciência má se tornará cauterizada.
Tt 1.15 – Há também uma consciência corrompida, que não consegue discernir entre o certo e errado e você começa a celebrar o que é mal e condenar o que é bom.
1Co 8.7-13 – Há também o que Escritura chama de consciência fraca, que é quando nos sentimos culpados de algo que não é inerentemente indigna. Tornamo-nos muito meticulosos com coisas que não são necessariamente errada (p.e.: bebida alcóolica, cinema).
At 17.26; Tt 3.9; 1 Pe 3.16 – Nosso objetivo é ter uma consciência boa e tranquila.
Duas coisas que devemos fazer para ter uma boa consciência:
1) Abandone o pecado quando sua consciência diz que o que você vai fazer é errado. Se você está vendo um filme e está se sentindo mal e ficaria envergonhado se alguém visse você, então simplesmente deixe de ver. Quando ignoramos a consciência nos colocamos em grande perigo. Nós nos tornamos uma pedra de tropeço diante de outros crentes quando o incentivamos a ignorar sua consciência, mesmo que não seja algo absolutamente errado.
2) Volte-se a Cristo, quando sua consciência lhe acusar de algo que você fez (1Jo 1.9; Hb 9.14). A consciência é para ser nossa amiga, pois Deus a deu para nos levar a cruz. A própria pregação deve se dirigir a consciência.
Dependendo de como você foi criado, você pode ter uma consciência muito sensível, se sentindo constantemente uma falha. Saiba que a cada vez que você olhar para si mesmo, olhe dez vezes para Cristo. Não é para isso que Deus lhe deu sua consciência. Outros já tem uma consciência cauterizada que não percebem os perigos do pecado. Você é chamado para ter uma consciência limpa e não inexistente.
Paulo vivia com uma consciência limpa (1Co 4.4). Com isso Paulo não está dizendo que não peca, mas que vive uma vida de constante arrependimento e de fé em Cristo. Ele confessava e olhava para cruz assim que pecado. É assim que a vida cristã deve ser.
Acompanhe às reprises da Conferência Fiel 2014, onde estamos estudando nas Escrituras “A Obra do Espírito Santo”.
Por: Kevin DeYoung. © 2014 Ministério Fiel. Original: A Obra do Espírito Santo e a Consciência.
Gravado na Conferência Fiel 2014.
Kevin DeYoung é o pastor principal da University Reformed Church, em East Lansing (Michigan). Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado em teologia pelo Gordon-Conwell Teological Seminary. É preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério The Gospel Coalition.
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2.5-11
Analisando esse texto, Jonas Madureira nos fala sobre “A Identidade do Cristão”. Confira:
Esse vídeo foi gravado na Conferência Fiel para Jovens de 2014, com o tema “Escravo: Rendendo-se ao Senhorio de Cristo”.
Por: Jonas Madureira. © 2014 Ministério Fiel. Original: A Identidade do Cristão.
Jonas Madureira é bacharel em teologia pelo Betel Brasileiro e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; bacharel e mestre em filosofia pela PUC-SP e doutorando em filosofia pela USP e Universidade de Colônia, na Alemanha. É professor de filosofia e teologia sistemática na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, no Servo de Cristo e no Seminário Martin Bucer. Autor do livro “Filosofia” do Curso Vida Nova de Teologia básica.
O que é um protestante? O que é um reformado? Veja a definição neste trecho do bate-papo especial Dia da Reforma:
Veja mais vídeos e outros materiais sobre a Reforma Protestante no site a seguir:
Por: Jonas Madureira, Franklin Ferreira, Tiago Santos e Vinícius Musselman. © 2014 Ministério Fiel. Original: O que é um Reformado?.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Vinícius Musselman Pimentel é formado em engenharia química pela UNICAMP e graduando em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Em 2008, fundou o blog Voltemos ao Evangelho ao conhecer a doutrina reformada e ser confrontado com a dura realidade teológica do Brasil. Atualmente, trabalha como Editor Online no Ministério Fiel. Vinícius é casado com Aline e vive em São José dos Campos/SP.

Eu perguntei ao jovem sentado ao meu lado no almoço: “Por que você decidiu ir ao seminário?”. Ele disse: “Eu queria fazer grandes coisas para Deus!”.
A resposta dele me fez tremer levemente. Eu me perguntei se ele acaso já lera alguma biografia de homens que fizeram “grandes coisas para Deus”. Ele estava ciente do sacrifício que vem com a “grandeza”?
Muitos desses grandes indivíduos eram reformadores. Eles viram algo quebrado, sem direção ou distorcido, e tomaram providências para mudar o rumo – ou reconstruir. Esses grandes indivíduos eram verdadeiros pastores: eram estudantes da Palavra que assumiram o encargo de proclamá-la. Eles agiram como profetas, não por meio da predição, mas do discernimento: sendo capazes de falar com franqueza acerca do presente, à luz do que havia sido escrito no passado.
É isso o que um pastor faz. Ele ergue a Palavra de Deus e chama homens e mulheres a renovarem as suas mentes e a reformarem os seus caminhos. Se você não quer ser um reformador, você não quer ser um pastor.
Motivações para a reforma
Quando você olha para um corpo de crentes pequeno, enfraquecido e enfermo, o que poderia levá-lo a começar o trabalho de reforma que é necessário? Deixe-me sugerir seis motivações:
Veja as seis motivações lendo o artigo completo:
Por: Matt Schmucker. © 2011 9Marks. Original: Why Revitalize?.
Este artigo faz parte da edição do 9Marks Journal.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Por que Revitalizar uma Igreja?.
É diretor executivo do Ministério 9Marcas. É um dos presbíteros da Igerja Batista Capitol Hill, em Washington, DC. É graduado na área de finanças e marketing, e vive em Washington, com sua esposa e 5 filhos.

O que é um discípulo de Cristo? No artigo “Cristo nos ordena a fazermos discípulos“, Dave Eby afirma que:
A palavra grega traduzida por discípulo significa aprendiz. Um discípulo é um aprendiz do Senhor Jesus. Um aprendiz é um ouvinte e um praticante. A Grande Comissão é uma ordem para trazer pessoas a Cristo para ouvirem, aprenderem e praticarem. Um discípulo de Jesus se torna o seu aprendiz para sempre.
Entre as coisas que os discípulos devem aprender continuamente de Cristo estão:
Negar a si mesmo e seguir a Jesus com lealdade singular (Lucas 9.23-26; 14.26).
Odiar o pecado e amar a santidade.
Servir e amar a igreja de Cristo com todas as suas imperfeições.
Amar os perdidos e as nações e ter uma paixão pelo avanço do evangelho.
“Adornar” o evangelho de Cristo com boas obras de amor, justiça e misericórdia (Tito 2.10, 12, 14).
Viver pela fé em Cristo e no evangelho (Romanos 1.17).
Regozijar-se no fato de que as exigências humanamente inalcançáveis de uma consciência limpa, um novo coração e um novo poder para viver uma vida santa foram adquiridos e providenciados por Cristo somente, pela graça somente, e de que elas são recebidas por fé somente. Regeneração, justificação e santificação são, todas, dons gratuitos.
Gloriar-se tão somente na cruz e no evangelho e abandonar todo orgulho e autorrealização (Filipenses 3.3-9).
Esperar em Cristo pela glória e pela graça vindouras, uma esperança que sustenta em meio às muitas aflições desta breve jornada pelo “vale da sombra da morte”.
Leia também “Como se fazem discípulos?” e “Que tipos de discipulado existem?” no artigo completo:
Por: Dave Eby. © 2014 Ligonier Ministries. Original: Make Disciples.
Este artigo faz parte da edição de abril de 2014 da revista Tabletalk.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Cristo nos Ordena a Fazermos Discípulos.
Dr. Dave Eby é um presbítero docente na Presbyterian Church in America e é o deão fundador do Westminster Seminary em Kampala, Uganda, iniciado em 2007.
“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu próximo. Deixaria Eu de castigar por estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jeremias 5:7-9)

Se você visse um jardim coberto de ervas daninhas, simplesmente plantaria alguns belos lírios bem no meio dele? Se você não pudesse ouvir o noticiário da TV porque seu rádio estava alto demais, simplesmente aumentaria ainda mais o volume da TV?
É por esse e outros motivos que Bobby Jamieson afirma que “revitalização de igrejas é uma responsabilidade bíblica” [link do artigo completo]. No trecho abaixo, ele lista um motivo em prol da revitalização de igrejas: a honra de Deus.
O Povo de Deus Carrega o Nome de Deus
Uma outra motivação que a Escritura nos dá para a reforma e revitalização de igrejas é que o povo de Deus carrega o nome de Deus. Os cristãos são batizados no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19). Os cristãos são o templo dos últimos dias, a corporificação do lugar onde Deus fizera seu nome habitar (1Rs 8.17, 19). A igreja é o povo que foi chamado pelo nome do Senhor, os quais ele criou para a sua glória, os quais ele formou e fez (Is 43.7).
Além disso, Deus é zeloso pela glória do seu nome (Is 48.9-11) – e nós deveríamos sê-lo também.
Mas, como dissemos, quando igrejas definham no pecado, na divisão e no nominalismo, o nome de Deus vira zombaria na praça. Tais igrejas difamam o nome de Deus, em vez de adorná-lo e magnificá-lo.
Uma igreja decadente e mergulhada no pecado é como um farol com a lâmpada e o refletor quebrados. Em vez de refletir a luz da glória de Deus milhas a frente, de chamar pecadores ao porto seguro da misericórdia de Deus, uma igreja assim deixa a noite tão negra quanto estava antes – ou até mais. É como uma estação de rádio cujo sinal foi sequestrado: não importa o que ela confesse crer, tal igreja difunde mentiras sobre Deus, em vez da verdade.
Assim, uma preocupação com o nome de Deus, o qual ele pôs sobre o seu povo – e sobre as suas assembleias corporativas em um sentido especial (Mt 18.20) – deveria nos impulsionar à reforma e revitalização de igrejas. Como Mark Dever tantas vezes disse, revitalizar igrejas é como um pague-um-leve-dois pelo reino. Você derruba uma má testemunha e ergue uma boa testemunha em seu lugar.
Esse artigo é um trecho do texto “Revitalização de Igrejas: Uma Responsabilidade Bíblica”.
Por: Bobby Jamieson. © 2011 9Marks. Original: The Bible’s Burden for Church Revitalization.
Este artigo faz parte da edição do 9Marks Journal.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Revitalização de Igrejas: Uma Responsabilidade Bíblica.
Bobby Jamieson é editor assistente do Ministério 9Marks, nos EUA.

Como você sabe se alguém é verdadeiramente um homem de Deus? Ou até mesmo um Cristão? Aprenda mais com Paul Washer:
Esse vídeo é um trecho da ministração ‘A Santidade de Deus e a depravação do homem’, durante a 16ª Consciência Cristã (2014).
Por: Paul Washer. © 2014 Vinacc – Consciência Cristã. Original: Olhar apenas para Cristo (A Santidade de Deus e a depravação do homem).
Paul Washer obteve seu M.Div no Southwestern Theological Seminary. É fundador da sociedade missionária HeartCry, que apoia o trabalho de missões em mais de 20 países da América do Sul, Europa, África, Ásia e Oriente Médio. Autor do livro “Dez acusações Contra a Igreja Moderna” (Fiel).


Qual foi a última vez que você reclamou?
Eu moro na Filadélfia, e este último inverno foi um dos piores que eu já vivi. De novembro a março, tudo o que eu ouvia era: “Está tão frio. Eu odeio a neve. Não posso esperar pelo verão”.
A Filadélfia também tem a tendência de ficar desconfortavelmente quente, e imagine o que eu já comecei a ouvir? “Está tão quente. Está tão úmido. Não posso esperar pelo outono”.
Talvez você seja anormal e não reclame do clima, mas você reclama de alguma coisa. Acaso você já ficou em frente ao seu guarda-roupa, repleto de roupas, e murmurou: “Eu não tenho nada para vestir…”? Acaso você já olhou a geladeira, repleta de comida, e suspirou: “Não há nada para comer…”?
Eis a realidade: onde quer que você viva, com quem quer que você esteja, não importa que momento do dia seja, e a despeito de qualquer circunstância, você tem a impressionante habilidade de reclamar de alguma coisa!
Em sua carta aos santos em Filipos, o apóstolo Paulo escreve: “FAZEI TODAS AS COISAS sem murmurações nem contendas” (Filipenses 2.14, ARC, ênfase acrescida).
Você pode imaginar um único dia eu não seja de algum modo arruinado por reclamações? Imagine acordar de madrugada e estar completamente livre de estresse e pressão. Imagine deitar à noite e dormir com um coração completamente satisfeito com cada situação do dia.
Imagine ser um pai e não reclamar do seu filho. Imagine ser um cônjuge e não reclamar de seu marido ou esposa. Imagine ser um cidadão e não reclamar do seu vizinho ou do governo. Imagine ser um trabalhador e não reclamar do seu chefe ou patrão.
Agora, não há dúvida de que o mundo e as pessoas nele irão devastar a sua vida. Haverá razões santas para gemer e orar por mudança (Romanos 8.23). Porém, com mais frequência do que o contrário, suas reclamações revelam o seu coração egoísta e as coisas que você deseja (Lucas 6.45).
Meu desejo é olhar para as duas palavras que Paulo usa – murmuração e contenda – e explorar o que elas dizem acerca do nosso coração.
Murmuração tem a ver com o lado emocional da reclamação. A tradução em português é onomatopeica, o que significa que a palavra representa de modo audível a sua definição. Talvez você deva esperar até estar sozinho para tentar isso, mas se você murmurar a palavra “murmurar” repetidas vezes, ela tem o zumbido da reclamação: “mmuurrmmmuraar, mmrrmm, mmrrmm, mmrrmm”.
A murmuração diz: “Eu mereço algo melhor!”. Quando nós murmuramos, nós nos inserimos no centro do nosso universo e achamos que tudo na vida é sobre nós. Quando não conseguimos o que queremos, imediatamente quando queremos e precisamente como queremos, nós murmuramos. É a representação audível de um coração capturado pelo reino claustrofóbico do eu.
Contenda pode ser traduzida por “discussão” (Nova Versão Internacional) ou “questionamento” (Sociedade Bíblica Britânica). Ela simplesmente diz: “Eu sei o que é melhor! Se eu governasse o meu mundo, eu faria X, Y e Z de outra forma”. Você está questionando a soberania e a sabedoria de Deus.
É claro que você nunca iria comprometer publicamente a sua teologia, mas, nos momentos privados da sua vida, você verdadeiramente questiona quem deveria ser Deus. Talvez você não chegasse ao ponto de substituir Deus, mas você tentaria e acrescentaria um quarto assento na Santíssima Trindade!
O que você deve fazer quando se sente impelido a murmurar e contender? Eu sempre digo que você é o pregador mais influente da sua vida, porque ninguém prega a você tanto quanto você mesmo. Então, pregue a si mesmo!
Abaixo estão sete dos meus versículos favoritos que me lembram de por que eu não preciso murmurar ou contender. Há dúzias, talvez milhares além destes, então encontre alguns que você possa atar ao seu coração e pendurar ao pescoço (Provérbios 6.20):
Pregar a si mesmo será útil, mas você (ou seu pastor) nunca será seu salvador. Sua única esperança é encontrada naquele que desceu de seu reino celestial para libertar você da escravidão ao reino do ego.
Achegue-se ao Rei do Reino de Deus e experimente a alegria e a paz que ele pode dar à sua alma!
Por: Paul David Tripp. © 2014 The Southern Baptist Theological Seminary. Original: Grumbling and disputing.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Pare de murmurar!.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Paul David Tripp é pastor, autor e palestrante. Ele é presidente do Paul Tripp Ministries e trabalha com o objetivo de conectar o poder transformador de Jesus Cristo com a vida do dia-a-dia. Essa visão o levou a escrever 15 livros sobre vida cristã e viajar a vários lugares pregando e ensinando.
Todas as opera ad extra, isto é, as obras de Deus que terminam na criação, são feitas pelas três Pessoas da Trindade, com exceção apenas da encarnação e morte do Redentor, que é exclusiva da Segunda Pessoa encarnada. De todas as outras obras, como a criação, providência e redenção, as três Pessoas da Trindade participam ativamente, embora haja maior ênfase em uma das pessoas dependendo da obra a ser feita.

É importante observar que a comissão de Cristo para ir e fazer discípulos é dada à igreja como um todo, não apenas a cristãos em particular. É comum enxergar a Grande Comissão como uma ordem para que cada cristão em particular se envolva em evangelização. E algumas missões têm advogado que, a menos que você tenha um chamado específico para permanecer em sua terra natal, você deve se tornar um missionário transcultural em obediência à Grande Comissão. Por mais bem intencionadas que essasperspectivas possam ser, elas erram o alvo ao deixar de pôr a ordem Cristo no contexto do ensino do Novo Testamento acerca do corpo de Cristo.
O apóstolo Paulo escreveu: “Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (Romanos 12.4-6). Embora cada cristão tenha um papel a desempenhar na Grande Comissão, nem todos nós temos o mesmo papel.
Certamente, há alguns que têm o papel de missionários, evangelistas, pastores, ou mestres da Bíblia. E alguns irão para o outro lado do planeta para cumprir esses papéis. Há uma imensa necessidade no mundo hoje de missionários transculturais, e o campo missionário é um lugar fantástico para servir a Cristo. Mas não é para todo mundo.
Quando Jesus disse: “Ide”, ele não estava ordenando que todos os seus discípulos fossem para o exterior. […]
Veja o desenvolvimento completo do texto lendo o artigo inteiro:
Por: Karl Dahlfred. © 2014 Ministério Ligonier. Original: How Then Shall We “Go”?.
Este artigo faz parte da edição de abril de 2014 da revista Tabletalk.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Grande Comissão: Todos Devem Ir?.
Rev. Karl Dahlfred é professor adjunto de missões e história da igreja no Bangkok Bible Seminary, em Banguecoque, Tailândia, e assistente do gerente geral da Overseas Missionary Fellowship Publishers na Tailândia.

Intro: Neste Dia da Reforma, lembre-mos que a teologia reformada envolve piedade e não somente conhecimento teórico. No artigo abaixo, Joel Beeke fala sobre o ensino de Calvino sobre piedade, como o modo de glorificar a Deus.
As Institutas de João Calvino têm-lhe garantido o título “a preeminente sistematização da Reforma Protestante”. Sua reputação de intelectual, entretanto, é frequentemente vista à parte do vital contexto espiritual e pastoral, no qual ele desenvolveu sua teologia. Para Calvino, compreensão teológica e piedade prática, verdade e utilidade, são inseparáveis. Antes de tudo, a teologia trata do conhecimento – conhecimento de Deus e de nós próprios –, mas não existe verdadeiro conhecimento onde não existe verdadeira piedade.
O conceito que Calvino tinha de piedade (pietas) está radicado no conhecimento de Deus e inclui atitudes e ações que são direcionadas à adoração e serviço a Deus. Além disso, sua pietas inclui um grande volume de temas correlatos, tais como piedade filial nas relações humanas, e respeito e amor para com a imagem de Deus nos seres humanos. A piedade de Calvino é evidente nas pessoas que reconhecem, através da fé experiencial, que fomos aceitos em Cristo e enxertados em Seu corpo pela graça de Deus. Nesta “união mística”, o Senhor os reivindica como propriedade na vida e na morte. Tornam-se o povo de Deus e membros de Cristo pelo poder do Espírito Santo. Esta relação restaura sua alegria de comunhão com Deus; ela recria suas vidas.
O propósito deste capítulo é mostrar que a piedade de Calvino é fundamentalmente bíblica, com ênfase no coração mais do que na mente. Cabeça e coração devem trabalhar juntos, mas o coração é mais importante.[1] Após uma olhada introdutória na definição e alvo da piedade no pensamento de Calvino, mostrarei como sua pietas afeta as dimensões teológica, eclesiástica e prática de seu pensamento.
Definição e importância da piedade
Pietas é um dos maiores temas da teologia de Calvino. Sua história é, no dizer de John T. McNeill, “sua piedade descrita por extenso”.[2] Ele é determinado em confinar a teologia dentro dos limites da piedade.[3] Em seu prefácio dirigido ao rei Francisco I, Calvino diz que o propósito de escrever as Institutas era “unicamente transmitir certos rudimentos pelos quais os que são tocados com algum zelo pela religião fossem moldados à verdadeira piedade [pietas].”[4] Para Calvino, pietas designa a atitude correta do homem para com Deus.
Esta atitude inclui conhecimento genuíno, culto sincero, fé salvífica, temor filial, submissão no espírito de oração e amor reverente.[5] Conhecer quem e o que é Deus (teologia) é abraçar atitudes corretas para com Ele e fazer o que Ele quer (piedade). Em seu primeiro catecismo, Calvino escreve: “A verdadeira piedade consiste em um sincero sentimento que ama a Deus como Pai, enquanto O teme e O reverencia como Senhor, abraça Sua justiça e teme ofendê-Lo mais que a morte.”[6] Nas Institutas, Calvino é mais sucinto: “Chamo ‘piedade’ aquela reverência unida ao amor de Deus ao qual o conhecimento de seus benefícios induz.”[7] Este amor e reverência para com Deus é um concomitante necessário a qualquer conhecimento dEle e abarca toda a vida. No dizer de Calvino, “Toda a vida dos cristãos deve ser uma espécie de prática da piedade.”[8] Ou, como afirma o subtítulo da primeira edição das Institutas, “Abarcando quase toda a suma da piedade e tudo quanto é necessário saber da doutrina da salvação: Uma obra mui digna de ser lida por todas as pessoas zelosas pela piedade.”[9]
Os comentários de Calvino também refletem a importância da pietas. Por exemplo, ele escreve em 1 Timóteo 4.7,8: “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveito, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser.”[10] Comentando 2 Pedro 1.3, ele diz: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude.”[11]
O supremo alvo da piedade: soli deo gloria
O alvo da piedade, bem como de toda a vida cristã, é a glória de Deus – glória que esplende nos atributos de Deus, na estrutura do mundo e na morte e ressurreição de Jesus Cristo.[12] Glorificar a Deus excede a salvação pessoal de cada pessoa realmente piedosa.[13] Calvino escreve assim ao Cardeal Sadoleto: “Não pertence à sã teologia confinar em demasia os pensamentos de um homem em si próprio, e não pôr diante dele, como motivo primário de sua existência, o zelo de magnificar a glória de Deus… Estou convencido, pois, que ninguém há imbuído de genuína piedade, que não considere insípida aquela tão longa e áspera exortação ao zelo da vida celestial, zelo este que mantém um homem inteiramente devotado a si próprio, e que, mesmo por uma só expressão, não o eleve a santificar o nome de Deus.”[14]
O propósito da nossa criação é que Deus seja glorificado em nós, o alvo da piedade. E assim a aspiração dos regenerados é viver o resto de seus dias segundo o propósito de sua criação original.[15] O homem piedoso, segundo Calvino, confessa: “Somos de Deus: vivamos, pois, para ele e morramos para ele. Somos de Deus: então que sua sabedoria e vontade governem todas as nossas ações. Somos de Deus: que todas as partes de nossa vida se empenhem concomitantemente em prol dele como nosso único alvo legítimo.”16
Deus redime, adota e santifica Seu povo para que Sua glória resplandeça neles e os livre de uma ímpia busca egoísta.[17] Portanto, a mais profunda preocupação do homem piedoso é o próprio Deus e as coisas de Deus – a Palavra de Deus, a autoridade de Deus, o evangelho de Deus, a verdade de Deus. Ele aspira conhecer mais de Deus e a comunicar-se mais com Ele.
Mas, como glorificamos a Deus? Calvino escreve: “Deus já nos prescreveu um modo no qual Ele será glorificado por nós, a saber, a piedade, que consiste na obediência à Sua Palavra. Aquele que excede estes limites não consegue honrar a Deus, mas, ao contrário, O desonra.”[18] Obediência à Palavra de Deus significa buscar refúgio em Cristo para o perdão de nossos pecados, conhecê-Lo através de Sua Palavra, servi-Lo com um coração amoroso, realizar boas obras como gratidão por Sua bondade e exercer uma abnegação que chega ao ponto de amarmos nossos inimigos.[19] Esta resposta envolve uma total rendição a Deus mesmo, à Sua Palavra e à Sua vontade.[20]
Calvino declara: “Eu ofereço a Ti meu coração, ó Senhor, pronta e sinceramente.” Esta é a aspiração de todos quanto são realmente piedosos. Entretanto, esta aspiração só pode ser concretizada através da comunhão com Cristo e a participação nEle, pois fora de Cristo, mesmo a pessoa mais religiosa, vive para si mesma. Somente em Cristo, os pios podem viver como servos voluntários de seu Senhor, fiéis soldados de seu Comandante e obedientes filhos de seu Pai.[21]
- Serene Jones, Calvin and the Rhetoric of Piety (Louisville: Westminster/John Knox Press, 1995). Infelizmente, Jones exagera o uso que Calvino fazia da retórica no serviço da piedade.
- Citado em John Hesselink, “The Development and Purpose of Calvin’s Institutes”, in Articles on Calvin and Calvinism, vol. 4, Influences upon Calvin and Discussion of the 1559 Institutes, ed. Richard C. Gamble (Nova York: Garland, 1992), 215-16.
- Ver Brian A. Gerrish, “Theology within the Limits of Piety Alone: Schleiermacher and Calvin’s Doctrine of God” (1981), reimpresso em The Old Prestantism and the New (1982), cap. 12.
- Jonhn Calvin, Institutes of the Christian Religion [doravante, Inst.], ed. John T. McNeill e traduzido por Ford Lewis Battles (Filadélfia: Westminster Press, 1960), 1:9.
- Cf. Lucien Joseph Richard, The Spirituality of John Calvin (Atlanta: John Knox Press, 1974), 100-101; Sou-Young Lee, “Calvin’s Understanding of Pietas”, in Calvinus Sincerioris Religonis Vindex, ed. W.H. Neuser & B.G. Armstrong (Kirksville, Mo.: Sixteenth Century Studies, 1997), 226-33; H.W. Simpson, “Pietas in the Institutes of Calvin”, Reformational Tradition: A Rich Heritage and Lasting Vocation (Potchefstroom: Potchefstroom University for Christian Higher Education, 1984), 179-91.
- John Calvin: Catechism 1538, editado e traduzido por Ford Lewis Battles (Pittsburgh: Pittsburgh Theological Seminary), 2.
- Inst., Livro 1, capítulo 2, seção 1. Doravante se usará o formato 1.2.1. 8 Inst. 3.19.2.
- Institutes of the Christian Religion: 1536 Edition, trans. Ford Lewis Battles, rev. ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1986). O título latino original reza: Christianæ religionis institution total fere pictatis summam et quidquid est in doctrina cognitu necessarium complectens omnibut pietatis studiosis lectu dignissimum opus ac recens editum (Joannis Calvini opera selecta, ed. Peter Barht, Wilhelm Niesel, e Dora Scheuner, 5 vols. [Munich: Chr. Kaiser, 1926-52], 1:19 [doravante, OS]. Desde 1539, os títulos passaram a ser simplesmente Institutio Christianæ Religionis, mas o “zelo pela piedade” continuou a ser uma grande meta da obra de Calvino. Ver Richard A. Muller, The Unaccommodated Calvin: Studies in the Foudation of a Theological Tradition (Nova York: Oxford University Press, 2000), 106-107.
- Calvin’s New Testament Commentaries, ed. David W. Torrance and Thomas F. Torrance, 12 Vols. (Grand Rapids: Eerdmans, 1959-72), The Second Epistle of Paul the Apostle to the Corinthians, and the Epistles to Rimothy, Titus and Philemon, trans. Thomas A. Smail (Grand Rapids: Eerdmans, 1964), 243-44. Doravante, Commentary [on text].
- Para as raízes da piedade de Calvino, ver William J. Bouwsma, “The Sirituality of John Calvin”, in Christian Spirituality: High Middle Ages and Reformation, ed. Jill Raitt (Nova York: Crossroad, 1987), 318-33.
- Inst. 3.2.1; Calvin, Ioannis Calvini opera quæ supersunt omnia, ed. Willelm Baum, Edward Cunitz, e Edward Reuss, Corpus Reformatorum, vols. 29-87 (Brunsvigæ: C.A. Schwetschke and Son, 1863-1900), 43:428, 47:316. Doravante, CO.
- CO 26:693.
- OS 1:363-64.
- CO 24:362.
- Inst. 3.7.1.
- CO 26:225; 29:5; 51:147.
- CO 49:51.
- CO 26:166, 33:185, 47:377-78, 49:245, 51:21.
- CO 6:9-10.
- CO 26:439-40.
Esse texto é um trecho do livro “Espiritualidade Reformada”, de Joel Beeke, que será lançado pela Editora Fiel no dia 4 de Novembro.
Por: Joel Beeke. © 2014 Ministério Fiel. Original: Calvino: “a piedade é o modo de glorificar a Deus”.
Joel Beeke é presidente e professor de teologia sistemática no Puritan Reformed Theological Seminary (EUA) e pastor da Heritage Netherlands Reformed Congregation. Beeke é Ph.D. em teologia pelo Westminster Theological Seminary. Publicou 50 livros, dentre eles, “Vivendo para a Glória de Deus” e “Vencendo o Mundo” (Fiel).

3. O momento de louvor pode fomentar uma cultura de entretenimento.
Terceiro, o momento de louvor pode fomentar uma cultura de entretenimento. Esse perigo é irônico, é claro, porque um dos propósitos do momento de louvor é unificar um grupo de cânticos em torno de um conteúdo teológico. Mas eu temo que, com freqüência, o que a congregação experimenta ao cantar durante um momento de louvor não é uma nova apreciação de um tema bíblico, mas uma jornada semelhante à de um show através de uma sequência empolgante de cânticos.
Embora eu não seja contra a criatividade e a emoção na adoração pública, eu creio que é possível priorizar a resposta emocional que advém da música de tal modo que a verdade bíblica é negligenciada, em vez de iluminada. Uma implicação de Colossenses 3.16 é que, se a palavra de Cristo não habitar ricamente em nós à medida que cantamos, então alguma coisa deve mudar na maneira como cantamos.
Como Neil Postman defendeu em Amusing Ourselves to Death[“Distraindo-nos até a morte”, sem tradução em português], o entretenimento tornou-se o discurso dominante de nossa época. Embora a igreja deva reconhecer esse fato, ela não deve capitular a ele. Nossos cultos não devem parecer com um show ou programa de TV, ainda que esses modos de discurso definam a maneira como o homem pós-moderno experimentam o fluxo de idéias. Em vez disso, nós temos a oportunidade, em nossos cultos, de moldar um tipo diferente de discurso, um que comece com a autorrevelação de Deus. O nosso culto – seja contemporâneo ou tradicional, mais ou menos litúrgico – deve fugir do experiencialismo centrado no homem e abraçar o Deus transcendente.
Então, se o momento de louvor puder ajudar as pessoas a adorar, entesourar e entender mais do nosso santo Criador, então use-o sem pestanejar. Mas se em sua igreja o momento de louvor tende a pôr mais ênfase na habilidade da banda do que na excelência do Redentor, alguma coisa precisa mudar.
Como podemos resistir à tendência de o momento de louvor, lentamente, levar a igreja a um “entretenimentismo”?
Faça tudo o que puder para assegurar que a congregação seja capaz de ouvir o canto uns dos outros. Esse é um princípio bíblico básico, dado que Paulo exorta os crentes a falarem “uns aos outros” com salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5.19). Mas também há um longo caminho para cultivar uma atmosfera de alegria e envolvimento com as letras.
A consciência da presença de outros no culto corporativo, e de como o volume e a expressão do seu próprio canto efetivamente encoraja outros, ajuda a impedir o egocentrismo. Na prático, isso pode envolver diminuir o volume da banda ou orquestra, e instruir os músicos a focarem em um acompanhamento simples e de bom gosto, em vez de uma exibição complexa ou cheia de técnica.
Proporcione uma estrutura que ajude a interpretar o louvor por meio da música. Por exemplo, em vez de começar o culto com as luzes apagadas e um solo de guitarra cheio de efeitos (o que soa demais como um show), comece com um chamado à adoração extraído da Palavra de Deus ou uma breve oração.
Antes de a música começar, faça com que o líder de culto dê algumas palavras de instrução ou exortação de modo a colocar o(s) cântico(s) em contexto. Essa interpretação do que está por vir é de grande valor não apenas para os crentes, mas também para os incrédulos, que podem não saber o que fazer com a música que estão prestes a escutar. (Veja 1Coríntios 14.24 acerca da prioridade em tornar o culto compreensível aos visitantes incrédulos). Sim, pode parecer um pouco travado e estranho ter esses pequenos comentários antes do canto. Mas até mesmo essa quebra de ritmo no culto é uma coisa boa, porque envolve a mente da congregação e inibe a passividade que a cultura de entretenimento promove.
Semelhantemente, mantenha as luzes acesas. Penumbra, máquinas de fumaça e holofotes, todos gritam que o foco deve estar nos músicos à frente. Em contraste, a luz acesa e uma plataforma modesta – até mesmo colocando os músicos fora dela, na lateral, se possível – transmite a idéia de que o que realmente importa aqui não é o coral ou o grupo de louvor, mas o conteúdo dos cânticos e a participação de toda a congregação.
Veja o silêncio como um amigo, não um adversário. Se houver alguns momentos de quietude entre um cântico e uma oração, ou entre o ofertório e o sermão, isso não é um desastre. Afinal, este é um encontro de cristãos para o louvor, não uma produção de TV. De fato, permitir momentos de silêncio nas transições pode renovar o paladar mental das pessoas e permitir que a igreja reflita no que já aconteceu no culto. Além disso, use momentos planejados de silêncio para reflexão e oração. Sentar-se em um salão com dúzias ou centenas de outros crentes e, simplesmente, ficar quieto perante o Senhor é fortemente contracultural em nossa época barulhenta e distraída.
Veja outros dois perigos (e soluções) do “momento de louvor” em nossos cultos que Matt Merker aponta:
Por: Matt Merker. © 2014 9Marks. Original: Beyond the Worship Set.
Este artigo faz parte do 9Marks Journal.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Três Perigos do “Momento de Louvor” do Culto.
Matt Merker é assistente pastoral na Capitol Hill Baptist Church em Washington, DC.

Nesta mensagem, Kevin Deyoung mostra biblicamente que a santidade é possível, que não precisamos ser um fracasso espiritual. Pelas misericórdias de Deus você pode apresentar a sua vida santa e agradável a Deus.
Texto base: Romanos 12.1-2
Se você é um cristão regenerado e salvo pela fé, então você pode realmente ser santo. Nos versos de Romanos vemos que a busca por piedade flui da graça de Deus. Você pode ver isso no verso 1: “pelas misericórdias de Deus”. Paulo está dizendo que por causa da obra de Deus em nossa vida e nossa gratidão por tal obra, nós devemos apresentar nossas vidas como sacrifícios vivos. O termo “pois” conecta com todas as bênçãos dos capítulos 1 a 11 de Romanos. É por todas essas bênçãos que devemos buscar a piedade. Os imperativos da Bíblia estão baseados nas promessas da Bíblia.
Repare que o sacrifício que deve ser oferecido preciso ser santo e agradável a Deus. Por implicação, Paulo está dizendo que podemos alcançar isso: sermos santos. Sim, nossa salvação é toda pela graça, mas com a nova posição que recebemos em Cristo, temos um novo poder para viver uma vida transformada.
É possível ser santo! Pode parecer “humilde” dizer que não conseguimos ser santos sequer um segundo de nossa vida, mas não é assim que a Bíblia fala.
Deus espera que sejamos marcados pelo fruto do Espírito. O problema é que pensamos que achamos que Deus só pode sorrir se tivermos uma obediência perfeita, que ele não se alegra se realizarmos boas obras que não sejam perfeitas. Precisamos criar uma nova categoria de boas obras que não são meritórias, nem perfeitas. Se você é um pai, você se alegra com o esforço de seu filho, mesmo que o esforço dele não seja suficiente.
Normalmente alguns argumentam contra esse entendimento com base em Isaias 64.6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam”. Contudo, precisamos entender o que Isaias está falando em contexto. Veja o verso 5: “Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça”.
O texto bíblico fala, então, de dois tipos de justiça: uma justiça verdadeira e uma aparente. É como se Deus estivesse dizendo: não me importa se você vai à igreja, se você odeia seu próximo (Is 1.13-14)?
Sem esse entendimento de que a santidade é possível:
1) desistiríamos de buscar a piedade. Se você pensa que Deus, o Pai, nunca se agradará de você como filho, você terá uma visão errada de Deus, como se ele fosse carrancudo e impossível de agradar.
2) tentaremos relativizar de que todos os pecados são iguais. Em um certo sentido, todo pecado é igual diante de Deus, pois uma violação da lei é capaz de nos enviar para o inferno (Tg). Porém, não é verdade de que todo pecado é igual ao olho de Deus. Na Lei há penalidades diferentes para diferentes pecados. Jesus disse que alguns sofreriam maior condenações que outros. Quando todo pecado é igual, podemos desistir de lutar contra qualquer pecado. Você pode acabar pensando “por que devo deixar de dormir com minha namorada se ainda pecarei em lascívia?”.
3) iremos ignorar os avisos da Bíblia contra aqueles que não buscam a santidade. Existe uma diferença entre cair em pecado e pular no pecado. Se sua vida é marcada por pecado habitual e sem arrependimento, então a Bíblia diz você não herdará o reino dos céus.
4) seremos roubados de um dos meios de nossa segurança da salvação. Há várias maneiras que Deus nos dá certeza da salvação, mas uma deles é o autoexame para ver se estamos na fé (2 Coríntios 13.5), (1 João 3.6, 10) e confirmar a nossa vocação e eleição (2 Pedro 1.10). Mas você precisa olhar para sua vida sob o foco correto. Não é perguntar se você está mais santo do que semana passada, mas se você ao longo de anos e décadas tem crescido na fé. Também é importante a confirmação da comunidade da fé, pois não somos muitas vezes os melhores juízos de nós mesmos, já que ao longo dos anos percebemos mais a nossa pecaminosidade.
5) teremos um relacionamento empobrecido com nosso Pai celeste. As pessoas normalmente dizem que não há nada que possamos fazer para que o Pai fique mais ou menos contente conosco. Por um lado, é verdade que não podemos ser mais ou menos justificados ou adotados ou unidos com Cristo. Mas há uma diferença entre nossa união com Cristo e nossa comunhão com Cristo. Assim como em um casamento, não há como ser mais ou menos casados, mas há como ter uma comunhão maior ou menor. Hebreus 12 fala que o Pai disciplina a quem ama. Efésios 4 fala sobre entristecer o Espírito. Deus pode estar maravilhosamente irado com seus filhos.
Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados. Embora eles nunca poderão decair do estado de justificação, poderão, contudo, incorrer no paternal desagrado de Deus. e ficar privados da luz do seu rosto, até que se humilhem, confessem os seus pecados, peçam perdão e renovem a sua fé e o seu arrependimento. (Confissão de Westminster – capítulo XI.V – Da Justificação)
Precisamos entender que nós podemos agradar a Deus se oferecemos uma sacrifício santo. Precisamos parar de nos relacionar com Deus somente como um Juiz (ou você está dentro ou fora) e entender que nos relacionamos com Deus como Juiz e como Pai.
Você não precisa ser um fracasso espiritual. Pelas misericórdias de Deus você pode apresentar a sua vida santa e agradável a Deus.
Acompanhe às reprises da Conferência Fiel 2014, onde estamos estudando nas Escrituras “A Obra do Espírito Santo”.
Por: Kevin DeYoung. © 2014 Ministério Fiel. Original: O prazer de Deus e a
possibilidade de santidade.
Gravado na Conferência Fiel 2014.
Kevin DeYoung é o pastor principal da University Reformed Church, em East Lansing (Michigan). Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado em teologia pelo Gordon-Conwell Teological Seminary. É preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério The Gospel Coalition.
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