O próprio Deus nos revela o segredo:
Sermão pregado
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
“ E abriu-lhe Deus os olhos ” Genesis 21:19
Em todo tempo houve uma fonte de água perto de Agar, ainda que ela não a tenha visto. Deus não abriu a terra para fazer que brotassem novas águas, nem mesmo tinha necessidade disso. A fonte já estava lá, mas para todo propósito prático, bem que podia não ter estado onde estava, pois Agar não podia vê-la. A água de seu odre acabou e seu filho estava morrendo de sede, e ela mesma estava a ponto de desfalecer, no entanto, o fresco manancial borbulhava muito perto desse local onde estavam. Era necessário que Agar enxergasse a fonte como era necessário que ela estivesse lá e, portanto, com grande compaixão, o Senhor a conduziu a ver o manancial ou, como o texto expressa, “e abriu-lhe Deus os olhos”.
Isso era pouca coisa comparado com a criação de uma nova fonte, mas nosso Deus realiza coisas bem pequenas bem como coisas muito grandes quando há necessidade delas. O mesmo Deus que divide o Mar Vermelho e faz que o Jordão se detenha, abre os olhos de uma pobre mulher. O mesmo Deus que veio com todos os Seus carros de fogo a Parã e com todos os Seus santos ao Sinai, e que fez com que o monte fumegasse completamente em Sua presença, é Aquele de quem lemos “e abriu-lhe Deus os olhos”. O infinito Senhor agrada-se em fazer pequenas coisas. Ele enumera as estrelas, mas também conta os cabelos de nossas cabeças. Recordem que o mesmo Deus que modelou a esfera na qual moramos desenha também cada pequena gota de orvalho, e Aquele que faz com que o raio percorra toda a extensão do céu também é o mesmo que dá asas a cada mariposa e guia cada minúsculo peixinho no riacho. Ele preparou um grande peixe para que tragasse Jonas, porém, Ele também preparou um verme para que ferisse a aboboreira. Que condescendente o Senhor é, já que atende cuidadosamente os assuntos menores para Seus filhos, e não só mata o bezerro cevado como também coloca sapatos em seus pés. Algumas vezes coisas que são bem pequenas se convertem em coisas absolutamente necessárias, pois são como dobradiças da história, como eixos nos quais o futuro gira. Frequentemente, o curso inteiro da trajetória de um homem se viu afetado pelo pensamento de um instante. A palavra de uma criança afetou o destino de um império; a expressão ocasional de um orador, assim como os homens falam do azar, elevou alguns povos com uma nova paixão e mudou os tempos e estremeceu os reinos. O Senhor trabalha gloriosamente por meio de agentes, de eventos pequenos e desprezados. Ao abrir os olhos de Agar, Deus assegurou a existência da raça dos ismaelitas, que ainda permanecem até o dia de hoje. Do pequeno provém o grande.
Pode haver aqui algumas pessoas que precisam tão somente de um pouco para serem capacitadas a entrar na vida eterna: só precisam que seus olhos sejam abertos. Que o Senhor lhes conceda esse favor. Ó, que agora lhes indicasse muitas Agares que vejam Sua salvação. Por que as almas sedentas deveriam esperar mais tempo? Tudo está pronto; vocês estão na fronteira da salvação, mas necessitam que seus olhos sejam abertos. Nosso tema nesse momento será a abertura dos olhos, tomando um amplo voo, já que é um tema amplo, e na expectativa que tanto para aqueles que veem como para aqueles que não podem ver lhes venham uma clemente abertura dos olhos espirituais.
I. Nosso primeiro tópico será que SE NOSSOS OLHOS FOSSEM AINDA MAIS ABERTOS, O RESULTADO SERIA MUITO NOTÁVEL PARA QUALQUER UM DE NÓS. No presente o alcance da nossa visão é limitado. Isso é válido quanto à nossa visão natural ou física tanto quanto à nossa visão mental e quanto à nossa visão espiritual. Em cada caso, uma vez que o alcance da visão é ampliado, descobertas muito notáveis são realizadas. Agradou a Deus abrir os olhos naturais da humanidade por meio da invenção de instrumentos óticos. Que descoberta foi aquela quando pela primeira vez certas peças de cristal foram acomodadas entre si e os homens começaram a se aproximar das estrelas! Que mudança se deu no conhecimento de nossa raça por conta da invenção do telescópio! Quantos pensamentos verdadeiramente devotos, de adoração e reverência intensa, profunda e inefável surgiram no mundo pelo fato que Senhor abriu os olhos dos homens nesse sentido! Quando dirigiu seu telescópio para as nebulosas e descobriu que elas eram inumeráveis estrelas, que hino de louvor deve ter brotado do coração do reverente astrônomo. Que infinito és Tu, Senhor, sobremodo glorioso! Que maravilhas criou! Que Teu nome seja tido em reverência pelos séculos dos séculos.
Igualmente maravilhoso foi o efeito sobre o conhecimento humano quando o microscópio foi inventado. Jamais teríamos imaginado que maravilhas de habilidade e de gosto seriam reveladas pela lupa, e que maravilhas de beleza se achariam comprimidas dentro de um espaço tão pequeno para ser medido. Quem alguma vez imaginou que a asa de uma mariposa exibiria arte, sabedoria e delicadeza das quais jamais a destreza humana seria rival. A mais delicada obra de arte é áspera, crua e tosca quando comparada com o objeto mais comum da natureza; uma é a produção do homem, enquanto que outra é a obra das mãos de Deus. Passem uma tarde observando no microscópio, e se seu coração for reto, vocês desviarão seu olhar da lente para o céu e exclamarão: “grandioso Deus, Tu és tão maravilhoso no pequeno como és no grande, e deve ser louvado tanto pelo pequeno como pelo magnífico”. Enquanto dizemos “grande és, ó Deus, pois Tu fizeste o grande e amplo mar e o leviatã para que brincasse nele”, sentimos que também podemos dizer “grande és, Deus, pois fizeste a gota d’água e a encheu de inumeráveis coisas viventes”.
Nossos olhos físicos, abertos assim por qualquer instrumento, nos revelam estranhas maravilhas e podemos inferir desse fato que a abertura de nossos olhos mentais e espirituais nos revelarão maravilhas equivalentes em outros domínios, incrementando, assim, nossa reverência e nosso amor para com Deus.
Suponham, amados irmãos, que nossos olhos pudessem ser abertos com respeito a todas as coisas que já transcorreram em nossas vidas. Temo-las visto, pois temos viajado através delas; mas estava muito nublado quando eu fui por esse caminho; eu não sei como aconteceu com vocês; até agora temos viajado pela vida como homens que transitam no meio da neblina. Ainda as coisas que nos tocaram de perto e nos afetaram mais, elas mesmas têm estado escondidas, por assim dizer, naquilo que não é luz, mas sim uma escuridão palpável. E agora, se pudéssemos percorrer com nosso olhar toda a longitude de nossa vida inteira: quarenta, cinquenta, sessenta ou setenta anos com nossos olhos abertos, que singular se veria tudo! Que diferente você veria a si mesmo agora, no período da meninice, se a luz de Deus se projetasse nele.
Essas primeiras lutas pela subsistência: as considerávamos duras, mas já começamos a ver quanta disciplina existia nelas e quanto eram necessárias para nós. Essas perdas e cruzes, até mesmo com nossa presente vista parcial, podemos ver em que medida elas foram para nosso bem. Contudo, permanecem na vida algumas coisas singulares que não podemos explicar ainda. Por que o filho favorito foi levado de nós quando todas nossas esperanças se cumpririam nele? Por que o esposo foi cortado quando os filhinhos dependiam tanto dele? Por que a esposa foi cortada quando mais se precisava dos cuidados de uma mãe? Por que a filha caiu enferma repentinamente? Por que nós mesmos nos vimos frustrados no momento do êxito? Se nossos olhos pudessem ser abertos de forma que pudéssemos ver o que teria acontecido se as coisas tivessem acontecido de forma diferente, todos nós daríamos graças a Deus porque nossas vidas foram ordenadas como foram.
Vocês nunca escutaram sobre alguém que se lamentava dolorosamente pela morte de seu filho favorito que, quando dormiu, sonhou que via seu garoto vivo novamente e que contemplou a vida que seu filho teria levado? Era uma vida tal que ele chorou em seu sonho, e ao despertar, bendisse ao Senhor porque seu filho não pode jamais atuar de acordo com aquilo que ele tinha visto em visão; era melhor que estivesse morto mesmo. Não se queixe mais, meu aflito amigo, pois isso que você tinha guardado em seu peito teria a possibilidade de converter-se em uma víbora, e isso que você considera um tesouro teria ardido em seu coração como brasas ao fogo. A providência ordenou todas as coisas sabiamente, e se nossos olhos fossem abertos nos prostraríamos em reverência adoradora e engrandeceríamos ao Deus que fez bem todas as coisas. Nossa visão será fortalecida um dia, de tal forma que veremos o fim desde o começo, e então entenderemos que o Senhor faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que O amam.
E agora, suponham novamente que nossos olhos foram abertos quanto ao futuro. Ah, vocês não gostariam de espiar o destino? Provavelmente minha curiosidade é tão grande como a de vocês, mas ainda assim ela está balanceada por outra faculdade, e eu protesto que se eu pudesse observar o amanhã, eu recusaria olhar para lá. Existe um desejo no homem por conhecer quais linhas estão escritas para ele no livro do destino: se elas serão brilhantes ou escuras. Ah meu querido amigo, se seus olhos pudessem ser abertos quanto a tudo que haverá de suceder, o que você faria? Se você fosse sábio e conhecesse seu futuro, você o encomendaria a Deus; encomende-se a Ele ainda que não conheça seu futuro. Se você fosse sábio, desejaria investir esse futuro em Seu serviço se o conhecesse antecipadamente; invista em Seu serviço ainda que seu futuro esteja oculto para você. Se você soubesse o que se passaria, sentiria uma grande necessidade de fé; você não sabe o que acontecerá, mas sua necessidade de fé é precisamente a mesma. Confie em Deus, passe o que passe. Isso é certo: que viver sem ser salvo e sem ser perdoado é uma condição muito perigosa; que Deus os ajude a sair dela imediatamente acudindo apressadamente a Jesus para uma salvação imediata, e que vocês a encontrem no ato. Se vocês conhecessem o futuro, isso poderia fazê-los ociosos, quando deveria fazê-los diligentes; se conhecessem o futuro, isso poderia fazê-los vãos, quando deveriam ser humildes; se conhecessem o futuro, isso poderia desalentá-los, quando deveria fazer que confiassem. De todos os modos, sem saber absolutamente nada a respeito, obedeçam à voz do Espírito Santo que diz: “Encomenda ao SENHOR seu caminho, e confia nele, e ele o fará. Exibirá sua justiça como a luz, e seu direito como o meio-dia”.
Se nossos olhos fossem abertos sobre outro ponto, quanto à existência dos anjos, veríamos maravilhas. Não vamos nos meter em especulações, mas que espetáculo teríamos diante de nós se pudéssemos contemplar de imediato todas as criaturas que nos rodeiam. O profeta na antiguidade orou por um jovem para que seus olhos fossem abertos e imediatamente esse jovem viu cavalos e carros de fogo que estavam ao redor de Eliseu. Assim os anjos circundam o povo de Deus. “O anjo do SENHOR acampa ao redor dos que lhe temem, e os defende”. “A seus anjos o SENHOR mandará sobre ti, que te guardem em todos teus caminhos. Nas mãos te levarão, para que teu pé não tropece em pedra”. “Não são todos espíritos ministradores, enviados para servir em favor daqueles que serão herdeiros da salvação?” Milhões de criaturas espirituais andam nessa terra tanto quando dormimos como quando estamos despertos, e se nós nos acostumássemos mais com esses espíritos puros e estivéssemos mais familiarizados com seu Senhor, sentiríamos maior gratidão por Ele colocar os anjos ao nosso redor. Não tenha medo, pois você não está só, ó filho de Deus; seu Pai sempre conserva sua escolta. O maligno vem para tentar, mas o Senhor colocou Seu anjo sentinela para que mantenha vigilância e evite que algum mal se aproxime de você. Se o Senhor abrisse os olhos de Seus servos grandemente amados para ver quantas dessas inteligências poderosas estão guardando-os silenciosamente, eles cessariam de se queixar de solidão, já que estão rodeados de um ministério que é uma tropa de amigos dispostos.
Além disso, que aconteceria se seus olhos pudessem ser abertos para que olhassem para o céu? Onde o céu está, não sabemos. Não está muito longe. De todos os modos, os glorificados sabem o que fazemos aqui, pois se alegram por um pecador que se arrepende. Evidentemente não toma muito tempo viajar até lá, pois foi ao entardecer quando Jesus disse ao ladrão que nesse mesmo dia estaria com Ele no paraíso, e vocês podem estar certos de que ele esteve ali. Oh, que pudéssemos ver o lugar de glória visível e de pura bem-aventurança tal como o veremos em um instante quando a mensageira do Pai chamada morte nos tire as escamas de nossos olhos, ou melhor, tire essa ótica fraca com a qual vemos entorpecidamente, e permita que nosso espírito nu contemple a realidade das coisas sem esses olhos que são um obstáculo e que somente nos falam sobre sua aparência externa. Oh, que glórias veremos então! Que esplendor que sobrepassa toda a luz do sol! Que música, mais doce que a de harpistas tocando suas harpas! Que glória! Salomão não conheceu nada parecido com isso. Ali está a luz de todas as luzes, o deleite de todos os deleites, o céu dos céus, o sol de nossa alma, nosso tudo em tudo: Jesus no trono! Que bem- aventurança estar com Ele, com Ele pelos séculos dos séculos! Irrompa, tu, manhã eterna! Irrompa agora mesmo! Quisera Deus que, ao menos por uma vez, até que o dia desponte e as sombras fujam, que nossos olhos fossem abertos para ver as glórias do que está mais adiante; então desprezaríamos esse pobre mundo, esqueceríamos suas dores e prazeres, elevaríamo-nos acima de todas as suas influências, e progrediríamos até que nós mesmos fôssemos celestiais. Esperem um pouco, irmãos. Esperem somente um pouco. “Esperem um pouquinho, e não se preocupem”, como a mulher escocesa disse, e vocês contemplarão tudo:
“Justo quanto Tu queiras, ó Espírito, diz:
‘Levanta-te, minha amada, e venha comigo!’
Abre-me Tu, porta de ouro
Justo quanto Tu queiras, cedo ou tarde”
Até aqui me desviei do texto, porém, agora, em meu segundo tópico, irei regressar a ele.
II. NOSSOS OLHOS PRECISAM SER ABERTOS A RESPEITO DE CERTAS COISAS. As coisas das quais eu já falei são desejáveis em alguma medida, porém, essas que falarei são absolutamente necessárias.
Por exemplo, nossos olhos têm de ser abertos com respeito à salvação divina. O caso de Agar é estranho. Imaginem. Ela está sedenta, e seu garoto está morrendo; seus instintos foram avivados pelo amor a seu filho, e, no entanto, ela não pode ver uma fonte de água próxima dela. Ali está ela! Perto dela! Não a veem? Justo ali. Não pode vê-la enquanto seus olhos não sejam abertos. É algo que está à vista, mas ela não a percebe.
Agora, está é uma representação gráfica da posição de muitos pecadores que estão buscando. Ali está o caminho da salvação, e, se existe algo evidente neste mundo, é esse caminho de vida. O fato de que dois mais dois são quatro não é mais claro que: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo. Olhe para o Filho de Deus e viverá; o que pode ser mais simples do que isso? E, no entanto, jamais alguém entendeu a doutrina de “creia e viva” se Deus não lhe tivesse aberto os olhos. A fonte está ali, porém, a alma sedenta não pode vê-la. Cristo está ali, mas o pecador não pode vê-lo. Ali está a fonte cheia de sangue, mas ele não sabe como se lavar nela. Ali estão as palavras: “Creia e viva”, palavras simples que não necessitam de nenhuma explicação, legíveis à sua própria luz e tão claras que o viajante, ainda que se tratasse de um tonto, poderia compreendê-las. Contudo, enquanto a luz eterna não brilhe sobre os entenebrecidos globos oculares do pecador, ele não pode perceber e não perceberá a verdade que é evidente por si mesma.
De onde vem essa incapacidade de enxergar? Eu suponho que o olhar de Agar estava mais ou menos entenebrecido pela sua dor. Ela estava angustiada, pobre mulher, e, portanto, seu olhar não tinha a claridade normal. Também assim, algumas almas sentem tal dor pelo pecado, tal aflição por terem ofendido a Deus, tal temor pela ira vindoura, que não podem perceber a verdade que os consolaria. O que você tem, pobre alma? Que tem? É bom que você se aflija pelo pecado, mas Cristo veio para tirá-lo. É bom que você se lamente pelo seu estado perdido, mas Cristo veio para lhe salvar, e aí Ele está, justo na sua frente, se você só puder vê-lo.
O que escurecia os olhos de Agar era a incredulidade. Deus lhe tinha aparecido alguns anos antes, vocês se recordarão, quando ela se encontrava em um aperto muito parecido, e lhe deu então uma promessa de que Ele faria do filho que nasceria dela uma grande nação. Ela pode ter refletido que isso não aconteceria jamais a menos que a vida do garoto fosse preservada, e já que ele não poderia viver sem um gole de agua, ela deveria se sentir confiante de que a água estaria disponível. Ela estava sendo incrédula, mas não nos corresponde julgá-la, pois, ai, nós também somos incrédulos. Alma ansiosa, esse é seu caso? Ó, se você pudesse crer! Verdadeiramente você tem uma boa causa. Não deveria ser difícil crer no que Deus diz, pois Ele não pode mentir; porém, ainda assim, a incredulidade entenebrece muitos olhos.
Existem muitos que não podem ver devido à altivez. Quando o grande “eu” agrada ao olho com suas próprias boas obras ou com representações religiosas, é claro que não pode ver o caminho da salvação que é unicamente por Cristo. Pobre pecador, que o Senhor lhe tire essas escamas de seus olhos, pois o “eu” é um grande gerador de escuridão. Não existe nada que retenha mais uma alma na escuridão do que o orgulho de seus próprios poderes. Como eu desejaria expor o Evangelho de tal forma que resgatasse os homens de seu ego. Eu prego o plano de salvação tão claramente como me é possível fazê-lo; uso metáforas muito caseiras. Às vezes, chego a usar o que os mais refinados chamam de expressões vulgares: eu usaria expressões mais vulgares ainda, se mediante elas eu pudesse ajudar uma alma a ver a Cristo. Eu lhe digo que Jesus está perto de você e a seu alcance, e que a salvação está perto, a um passo. Você só tem que confiar no Senhor Jesus Cristo e será salvo. Porém, eu sei que, no fim das contas, se você chegar a ver Cristo é porque o Espírito Santo abriu seus olhos. Eu não posso abri-los, nem ninguém mais pode fazê-lo, pois desde o começo do mundo não se conheceu alguém que tenha aberto os olhos de quem tenha nascido cego. Ó, que o Senhor se agradasse agora em abrir os olhos de cada pecador aqui presente para que veja a salvação no sangue expiatório de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
III. Devo deixar esse ponto e concluir com outro, EM NOSSO PRESENTE CASO É MUITO DESEJÁVEL QUE NOSSOS OLHOS SEJAM ABERTOS. Para muitos isso é imperativamente necessário neste exato momento, pois se essas pessoas não forem restauradas de sua cegueira, elas morrerão em seus pecados. Nessa grande multidão, existem alguns para os quais é preeminentemente desejável que seus olhos sejam abertos de imediato para que vejam qual será o resultado inevitável de seu presente modo de vida, pois sua cegueira é uma grande fonte de perigo para eles. Esse jovem cavalheiro que está gastando seu dinheiro no hipódromo e em uma sociedade licenciosa, eu diria que com somente meio olho ele poderia ver qual será o resultado de sua conduta. O diabo nunca faz com que trens expressos circulem o inferno; não existe necessidade disso, pois você pode ir para lá suficientemente rápido pelas corridas de cavalo. A grama do hipódromo ministrou para muitos um método expresso de arruinar suas fortunas e suas almas. Entre nessa linha de coisas, e em tudo o que isso significa, e em toda sociedade que a acompanha, e seu futuro não precisa de nenhum profeta. Muitos jovens não pensam até que seja muito tarde para pensar. Eu gostaria de colocar uma mão fria sobre essa fronte fervente, deter esse jovem e fazer com que fique quieto e considere a situação. Ó, que o Senhor abra seus olhos. E essa jovem mulher que começou a observar com atenção (não muita, até agora) ao que chamam “festas”. Ah, que o Senhor lhe detenha, minha irmã, e que lhe abra os olhos antes que você dê outro passo, pois um passo a mais poderá ser sua ruína.
E a respeito desse comerciante que começou – não, não começou ainda realmente – mas que está pensando em um tipo de comércio que fará que ele pouse em algo mais vergonhoso que a bancarrota, eu rogo ao Senhor que abra seus olhos para que vocês possam ver as coisas no prisma da verdadeira luz. Vejo diante de mim um homem que está a ponto de cometer um suicídio moral. Ó, que você receba um raio de luz agora mesmo, e um toque desse dedo que pode abrir os olhos cegos. Não posso entrar nas particularidades de cada caso, mas tenho a forte impressão de que estou falando para algum jovem cujo futuro depende que ele faça uma pausa prudente e considere tudo cuidadosamente antes de dar mais um passo; um passo a mais e você cairá. Eu lhe imploro que fique imóvel e ouça o que Deus quer lhe dizer agora. Volte, volte-se de seu pecado e busque seu Senhor agora, e você o encontrará de imediato, e assim fará uma vida honorável e brilhante diante de você para Sua glória. Porém, se você der um passo adiante no caminho que o tentador exerce seu fascínio, ele o seduzirá, tal como a música das sereias, e você estará perdido para sempre. Portanto, que Deus lhe ajude a se deter e que você possa ir embora dizendo “Deus abriu-me os olhos”.
Agora, deixando todos esses temas do pensamento, gostaria de recordar-lhes que vocês estão a ponto de reunir-se à mesa da comunhão e todos nós gostaríamos de sentar ali com olhos abertos. Aqueles que amam ao Senhor não podem suportar sentar-se como cegos em Seu palácio, e anseiam por ter toda visão que a graça possa dar-lhes.
Primeiro, gostaríamos de ter olhos abetos para que possamos ver que Jesus está muito perto de nós. Não pensem sobre Ele nesse momento como se estivesse longe no céu. Ele está lá em Sua gloriosa personalidade, mas Sua presença espiritual está aqui também. Por acaso Ele não disse: “Eis que estou convosco todos os dias”, e “E se eu for… virei outra vez”? Ele permanece conosco por Seu Espírito para sempre; então, vamos, sentemo-nos enquanto esse festejo sacramental está acontecendo, e cantemos:
“No meio de nós está nosso Amado,
E nos pede que vejamos Suas mãos traspassadas;
Mostra Seus pés e Seu lado ferido,
Benditos emblemas do Crucificado.
Se agira com olhos contaminados e frágeis,
Vemos os sinais, mas não vemos a Ele,
Ó, que Seu amor faça cair as escamas,
E nos convide a vê-lo face a face!
Nossos antigos arroubos lembramos,
Quando em Sua companhia, no santo monte,
Fizeram que nossas almas tivessem sede novamente,
De ver Seu rosto desfigurado, porém desejável.”
Desejamos que vocês possam ter seus olhos abertos para que vejam o que vocês são em Cristo. Vocês se queixam de que são negros em si mesmos; mas pensem que são muito formosos Nele. Vocês se lamentam porque são muito desviados; sim, mas vocês estão apegados Nele. Gemem porque são muito fracos; contudo, vocês são fortes Nele. Um bom homem foi outro dia visitar um pobre menino que estava morrendo, um menino a quem o Senhor ensinou muitas coisas; e o amado pequenino, quando estendia sua mão consumida, dizia: “Tão forte em Cristo”. Dificilmente ele podia levantar um dedo e, no entanto, sabia que sua debilidade estava revestida de poder em Cristo. Nós somos pequenas criaturas insignificantes, mas podemos fazer todas as coisas por meio de Cristo. Somos pobres criaturas insensatas, porém, somos sábios em Cristo. Somos criaturas que não servem para nada; no entanto, somos tão preciosos em Cristo, tão valiosos para Deus em Cristo, a ponto de sermos contatos entre Suas joias e conhecidos como a porção peculiar do Senhor. Somos criaturas pecadoras em nós mesmos, e, no entanto, somos perfeitos em Cristo Jesus e estamos completos Nele. Essas são expressões fortes, mas como são escriturais, são verdadeiramente certas. Que benditos somos em nossa Cabeça do pacto! Que o Senhor abra nossos olhos para enxergar isso.
Por último, querido amigo, que o Senhor abra seus olhos para que veja o que vocês serão Nele. Ah, o que você será em Cristo? Em pouquíssimo tempo estaremos com Ele. Muitos de nossos membros já foram para casa com Jesus, e um irmão muito devoto e diligente em servir ao Mestre, um jovem de quem esperávamos muito, foi arrebatado pela maré baixa enquanto se banhava no mar, mas ele foi para seu repouso, não duvido disso. Amigos maiores também têm ido para Deus em datas muito recentes, regozijando-se por entrarem no gozo do Senhor. Desde agora até a ceia do Senhor no próximo mês, provavelmente alguns de nós teremos partido ao Pai. Que nossos olhos sejam abertos para contemplar pela fé a glória que há de ser revelada logo. Quase poderia fazê-los rir de alegria ao pensar que sua cabeça ostentará uma coroa, essa pobre cabeça de vocês. Já não haverá mais trabalho para esses pobres joelhos doloridos e para esses pés cansados. Esse pobre aposento escassamente mobiliado, essa dura condição, esses meios escassos e esse trabalho esgotador, todas essas coisas serão trocadas por mansões de descanso, por pão de bem-aventuranças, e por mosto de deleite. Vocês conhecem cada uma das pedras do pavimento que se estende daqui até sua casa, pois vocês com muita frequência vêm ao Tabernáculo Metropolitano, mas dentro de pouco de tempo, vocês estarão percorrendo as ruas de ouro até o eterno templo nas alturas. Em vez de ruas barulhentas vocês atravessarão sendas de repouso em meio das canções dos serafins e dos salmos dos redimidos, e isso, talvez, aconteça dentro de um mês. Sim, em menos tempo do que a lua toma para encher sua redondeza vocês estarão onde o Senhor Deus e o Cordeiro são a luz eterna. Alguns de nós estamos mais próximos do céu do que imaginamos. Que nossos corações dancem de alegria diante do simples pensamento de uma felicidade tão próxima. Prossigamos nosso caminho abençoando e engrandecendo Àquele que abriu nossos olhos para ver a glória que Ele tem preparado para aqueles que o amam, que será nossa em breve.
Que Deus os abençoe por causa de Cristo.
PORÇÃO DA ESCRITURA LIDA ANTES DO SERMÃO: GÊNESIS 21: 1-21.
ORE PARA QUE O SENHOR USE ESSE SERMÃO PARA TRAZER CONHECIMENTO DE JESUS CRISTO PARA SALVAÇÃO DE MUITOS E EDIFICAÇÃO DE SUA IGREJA
FONTE
Traduzido de http://www.spurgeon.com.mx/sermon1461b.pdf
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público e com permissão
Sermão nº 1461b—Volume 25 do The Metropolitan Tabernacle Pulpit,
Original em inglês: Eyes Opened
Tradução: Armando Marcos
Revisão: Cibele Cardozo
Capa: Salvio Bhering
Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado.
Projeto de tradução de sermões, devocionais e livros do pregador batista reformado Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) para glória de Deus em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo, para edificação da Igreja e salvação e conversão de incrédulos de seus pecados.
Acesse em: www.projetospurgeon.com.br
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Você tem usado os seus erros para se analisar a luz das escrituras e corrigir o que é preciso? Você tem aproveitado seus erros da maneira correta? Leia o artigo a seguir e aprenda mais:
Culpa é uma sombra constante na vida de uma jovem mãe e ela tem um jeito desagradável de saturar muitos de seus esforços em educar, servir e amar a outros. “Eu estou fazendo o suficiente por meus filhos? Por outros? O que eles pensam de mim? O que Deus pensa de mim?”
Quando você é uma jovem mãe, todos querem algo de você — sua família, sua igreja, seu chefe, seu vizinho. E o mais provável é que você ceda mais do que jamais pensou que poderia. Mas ao longo do percurso, a culpa mordisca a sua alma, comendo aos poucos a sua paz interior e a sua alegria. E ela frequentemente perdura por anos, mesmo após seus filhos terem crescido e ido embora.
Querida mãe: não desperdice a sua culpa!
Não desperdice a sua culpa
Não desperdice a sua culpa, mas ouça-a e avalie-a. Tire-a das sombras e a examine à luz da Escritura. Exponha os sentimentos diante de Cristo. Essa culpa é convicção legítima do pecado? Então confesse o seu pecado, receba o perdão de Cristo e pergunte onde e como ele quer que você mude.
Mas talvez a sua culpa seja um medo egocêntrico e incômodo de que se você fosse um pouco melhor ou trabalhasse só um pouco mais árduo, então você seria notada e admirada o suficiente para sentir-se bem consigo mesma. Isso é falsa culpa, arraigada em orgulho. Ela magoará a sua família e prejudicará o relacionamento com o seu gracioso Pai. Se isso descreve a sua culpa, então lembre–se que, através da morte e da ressurreição de Cristo, você é aceita por Deus. A solução para a falsa culpa, bem como para a verdadeira culpa, é o evangelho.
Paulo fala desses dois tipos de culpa em 2 Coríntios 7.10. Existe uma tristeza piedosa que produz arrependimento e uma tristeza do mundo que produz morte. Faça a si mesma a seguinte pergunta: aquilo para o que eu dedico o meu tempo e as minhas energias é guiado por arrependimento que dá vida ou por um orgulho que produz morte?
Mas qual o campo missionário primário de uma jovem mãe? E o que mais podemos dizer sobre a maternidade? De que as jovens mães precisam? Veja o desenvolvimento de cada uma dessas perguntas lendo o artigo completo:
Por Jani Ortlund. Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2014 9Marks. Original: For the Young Mother: Ministry, Guilt, and Seasons of Life
Este artigo faz parte da edição de Julho/Agosto de 2010, do 9Marks Journal.
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Querida Mamãe, não Desperdice a Sua Culpa!
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Fonte: Voltemos ao Evangelho

Nesse vídeos feito pelo pessoal da página Fé Reformada, Augustus Nicodemus responde à pergunta:
A doutrina da predestinação é acusada de criar uma permissão para a vida desregrada, uma vez que o homem perdoado é incapaz de alterar a vontade do Soberano Deus. Quais os principais argumentos contrários apresentados pela teologia reformada?
Assista ao vídeo:
Original: Bate Papo Reformado com Rev. Augustus Nicodemus. (Questão 1); site: Fé Reformada.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Vídeo: http://youtu.be/YQEtKWg-jfg
Fonte: Voltemos ao Evangelho
Por Ruy Cavalcante
“Se não somos odiados por ninguém, ou não conhecemos pessoas o suficiente ou não falamos a verdade o suficiente”. (John Piper)
Esta frase de John Piper me chamou bastante a atenção algum tempo atrás. Obviamente ele está se referindo à nossa relação com as pessoas descrentes, conforme o texto bíblico (Jo 15:18-19). Porém me chamou a atenção não somente por, no meu ponto de vista, ser uma verdade, mas também por esta verdade (do ódio) hoje em dia refletir a reação contra os que, dentro da própria igreja, pregam o verdadeiro evangelho.
Os que costumam visitar o Púlpito Cristão sabem de que evangelho estou falando. O evangelho de Cristo, o evangelho da renúncia, do perdão, do amor, da servidão, do diminuir a si mesmo. Infelizmente este evangelho é marginal dentro de boa parte de nossas congregações, e os que ousam anunciá-lo invariavelmente sofrem perseguição, afinal de contas ele não é muito popular no círculo “gospel”, ele não enche igrejas, somente o céu, e o dízimo é necessário aqui, não lá.
Eu reconheço que nem sempre a questão é financeira. Há também a busca por poder, por reconhecimento e, para esse fim, o evangelho das bençãos, dos milagres, da prosperidade, ou mesmo da “macumba” gospel é bem mais popular e chamativo, além de possibilitar o surgimento de potências “cristãs”.
Quem não quer ser o próximo Edir Macedo ou Rene Terranova? Por que ter uma igrejinha perseguida pelo mundo por causa do Evangelho se podemos ter grandes instituições eclesiásticas, amadas pelo mundo, disputadas pelos políticos e endeusada pelos banqueiros?
Infelizmente parece faltar muito para entendermos que não é possível servir a Deus e as riquezas ao mesmo tempo (Mt 6:24).
Não, entre nós o Evangelho não precisa ser marginal. Todos nós experimentaremos riquezas se servirmos a Cristo, mas não uma riqueza que se corrói ou que se pode furtar, antes uma que permanecerá para sempre. Esta é a esperança do Evangelho genuíno: Cristo voltará e nos levará para reinar com Ele.
Por que então insistimos em trocar um Reino Eterno por um terreno e corruptível?
Parece que os olhos maus (Mt 6:23) estão por toda parte, especialmente dentro das igrejas. Isto não deveria ser assim!
Aos que percebem esta realidade, um conselho: Não adianta fugir ou criar doutrinas que tentem justificar o abandono da congregação ou da ideia de congregar, antes devemos ser agentes transformadores e, a partir de nós mesmos, reformar a aplicação do Evangelho, tornando-nos antes de todos praticantes deste “Evangelho marginal”, pois se assim não for, não faz sentido servir àquele que transformou a história, Jesus Cristo. Se assim não for, juntemo-nos então aqueles que preferem mamon…
***
Ruy Cavalcante é colunista do Púlpito Cristão.
Fonte: Púlpito Cristão .com

Nesta quinta começa a Conferência Fiel para Jovens 2014, com o tema “Escravo: Rendendo-se ao Senhorio de Cristo” e as palestras de Bob Glenn, Clodoaldo Machado, Jáder Borges e Jonas Madureira.
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Caso você não consiga ver na data, as mensagens serão reprisadas no VE.
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. (Efésios 4.15,16)
Eu tenho que ser um membro de uma igreja local para crescer? E se eu optar por crescer sozinho, que consequências isso pode trazer para mim? Aprenda mais assistindo ao vídeo:
Baixe o vídeo (clique em Download no Vimeo)
Por: R W Glenn. © 2012 Redeemer Bible Church. Todos os direitos reservados. Original: R W Glenn Q&A: Do I Have To Be In a Local Church To Grow?
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel – Voltemos ao Evangelho © Todos os direitos reservados. Website: VoltemosAoEvangelho.com. Original: Tenho que ser membro de uma igreja local para crescer na fé? – R.W. (Bob) Glenn
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Vídeo: http://youtu.be/H6QdxrU4pEY
Fonte: Voltemos Ao Evangelho ( VE )
Fonte: Monergismo. Via: Ump-da-Quarta. | Púlpito Cristão .com
Servos de D´us, abram os olhos !
Algumas verdades bíblicas e outras ditas pelo Pr Ed René Kivitz
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FZlORJ1Pq1k

Você conhece John Bunyan, o famoso autor de O Peregrino, um dos livros mais vendidos depois da Bíblia?
Dando continuidade ao nosso “clube de leitura virtual”, Voltemos aos Clássicos, iremos ler a biografia de conversão deste servo de Deus, registrada no livro “Graça Abundantes para os Principais dos Pecadores“.
Leitura gratuita online do livro (no final da postagem). Aproveite para ler agora, pois depois da leitura conjunta ele será tirado do ar.

Uma autobiografia de John Bunyan, um grande pregador puritano batista, nascido na Inglaterra em 1628, que foi preso por pregar a Palavra de Deus, não sendo ordenado um ministro pela Igreja da Inglaterra. Publicado originalmente em 1666, o livro revela a peregrinação espiritual de Bunyan, que ficou preso por 12 anos, e descreve seu longo e dramático processo de conversão, suas lutas espirituais, suas tentações, seu crescimento na fé e compreensão da Palavra de Deus, e seu chamado para o ministério da pregação. Graça Abundante ao Principal dos Pecadores é uma obra emocionante e inspiradora, que ajudará o leitor a considerar sua própria jornada rumo à pátria celeste, e o encorajará a permanecer firme e perseverante, mesmo diante das dúvidas e lutas que surgirem na peregrinação cristã.
Sobre o autor:
John Bunyan (1628-1688) foi um pregador puritano batista, de origem muito pobre, nascido no vilarejo de Elstow, na Inglaterra. Após sua dramática conversão, Bunyan dedicou-se à tarefa de pregar o evangelho. Por não ser um ministro ordenado pela Igreja da Inglaterra, ele foi sucessivamente encarcerado por causa de sua atividade de pregação, tendo passado um total de 12 anos na prisão. Ele era dotado de uma imaginação vívida e poderosa e uma mente profundamente criativa, era também um grande pregador e um conhecedor exímio das Escrituras – dizia-se sobre ele que, se fosse cortado, seu sangue jorraria versículos bíblicos. Bunyan era um escritor nato e incansável, tendo escrito cerca de 60 livros. Sua principal obra literária, “O Peregrino”, foi produzida durante o período em que esteve preso. Este livro tornou-se um dos mais impressos e publicados em todo o mundo acima de qualquer outro, exceto a Bíblia.
Fonte: Voltemos Ao Evangelho / / Editora Fiel
Ler Gratuitamente: http://issuu.com/editorafiel/docs/graca_abundante_-_john_bunyan

Fé e arrependimento são dois frutos indispensáveis à verdadeira conversão. Mas o que acontece primeiro? Fé ou Arrependimento? Leia o artigo a seguir:
Quando o evangelho é proclamado, à primeira vista parece que duas diferentes respostas, até mesmo alternativas, são necessárias. Às vezes o chamado é “Arrependa-se!”. Assim, “apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: ‘Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus’” (Mt 3.1-2). Novamente, Pedro insta com os ouvintes cujas consciências foram abertas no dia do Pentecoste: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo” (At 2.38). Mais tarde, Paulo insta com os atenienses para se arrependerem em resposta à mensagem do Cristo ressurreto (At 17.30).
Ainda assim, em outras ocasiões, a resposta apropriada ao evangelho é: “Creia!”. Quando o carcereiro filipense perguntou a Paulo o que ele deveria fazer para ser salvo, o apóstolo disse a ele: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (At 16.31).
Mas não há mistério ou contradição aqui. Mais adiante em Atos 17, descobrimos que precisamente onde a resposta do arrependimento era necessária, aqueles que foram convertidos são descritos como crentes (At 17.30, 34).
Qualquer confusão é certamente resolvida pelo fato de que quando Jesus pregou “o evangelho de Deus” na Galiléia, ele instou aos seus ouvintes: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15). Aqui o arrependimento e a fé estão unidos. Eles denotam dois aspectos na conversão que são igualmente essenciais. Assim, cada termo sugere a presença do outro, pois cada realidade (arrependimento ou fé) é sine qua non da outra.
Em termos gramaticais, portanto, as palavras arrepender e crer funcionam como uma sinédoque — uma figura de linguagem na qual uma parte é usada para referir-se ao todo. Portanto, arrependimento sugere fé e fé sugere arrependimento. Um não pode existir sem o outro.
Tudo bem, entendi. Mas qual vem primeiro, fé ou arrependimento? Para descobrir, leia ao artigo completo:
Por: Sinclair Ferguson. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: Faith and Repentance
Este artigo faz parte da edição de Junho de 2013 da revista Tabletalk.
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Fé ou Arrependimento: o que vem primeiro?
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Josemar Bessa prega mensagem intitulada: “Está Consumado?”
Publicado em 18/04/2014
Adore conosco:
Todos se prostrarão! – https://www.facebook.com/photo.php?v=…
Cristo! Tudo em todos – https://vimeo.com/90357115
Tudo em mim deseja Jesus – https://vimeo.com/89839724
Só Tu és a Verdade Deus! – https://vimeo.com/89417010
Prossigo para o alvo – https://vimeo.com/88677951
Diante do Trono de Deus nos céus! – https://vimeo.com/88955930
Incrível Graça é – https://vimeo.com/86515448
Em Cristo estou além do véu! – https://vimeo.com/85582384
Por Graça Eis-me aqui! – https://vimeo.com/85269552
Que foi, que é, que há de vir! – https://vimeo.com/84495532
Viveu, morreu, ressuscitou! – https://vimeo.com/84237250
Miserável Homem Sou! – https://vimeo.com/83914575
Glorificados! – https://vimeo.com/83672662
O Infinito amor do Pai! – http://vimeo.com/83233188
A cruz tomaste ó meu Rei!! – https://vimeo.com/83019627
Licença padrão do YouTube
Vídeo: http://youtu.be/Bs6lWDAq1XM
Josemar Bessa prega mensagem intitulada: “Como Examinar o Coração”.
Publicado em 23/04/2014
Adore conosco:
Cristo! Tudo em todos – https://vimeo.com/90357115
Tudo em mim deseja Jesus – https://vimeo.com/89839724
Só Tu és a Verdade Deus! – https://vimeo.com/89417010
Vídeo: http://youtu.be/7med3H6b5N0

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sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; (Atos 2.23)
Qual é a relação entre um Deus soberano e o pecado? Deus é o autor do pecado? Neste vídeo, Bob Glenn resume a visão reformada, expressa na Confissão de Westminster, III.I: “Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.”
Baixe o vídeo (clique em Download no Vimeo)
Por: R W Glenn. © 2012 Redeemer Bible Church. Todos os direitos reservados. Original: R W Glenn Q&A: What is the relationship between a sovereign God and our sin?
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel – Voltemos ao Evangelho © 2014 Todos os direitos reservados. Website: VoltemosAoEvangelho.com. Original: Qual a relação entre um Deus soberano e o nosso pecado? – R. W. (Bob) Glenn
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Fonte: Voltemos Ao Evangelho
Vídeo: http://youtu.be/YwrS2j0AbZo

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O que devo procurar em uma igreja? Há algum elemento essencial para realizar tal escolha? Aprenda mais assistindo ao vídeo de R.W. Glenn:
Baixe o vídeo (clique em Download no Vimeo)
Por: R W Glenn. © 2012 Redeemer Bible Church. Todos os direitos reservados. Original: R W Glenn Q&A: What Should I Look For In Choosing A Church?
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel – Voltemos ao Evangelho © Todos os direitos reservados. Website: VoltemosAoEvangelho.com. Original: O que devo procurar ao escolher uma igreja? – R.W. Glenn
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Sermão n° 1461B intitulado: “Olhos Abertos”. Pregado por Charles Haddon Spurgeon.
Fonte: Projeto Spurgeon .com.br
Vídeo: http://youtu.be/noYMS1AL87E
Todo cristão que se preza sabe quem é John Piper e já leu alguns de seus livros. Não é seu caso? Então corra e leia! Pois bem, não escrevo para fazer propaganda dos livros de Piper, embora faria com todo prazer. Pois bem, passei a semana inteira na 27a Conferência Teológica da Editora Fiel, na qual ele era o preletor mais esperado. Fui com expectativa. Primeiro porque esse pastor, escritor e conferencista polêmico prega Bíblia. E Bíblia pura, sem firulas ou meias-palavras Para quem está exausto de estar cercado de tanto cristianismo raso, seria a oportunidade de ouvir alguém que tem dito o que realmente importa em se tratando de fé cristã, alguém que não acha que a expressão “ortodoxia bíblica” é palavrão. Que prega o epicentro da fé, o tutano do cristianismo. Já tinha notado isso ao entrevistá-lo para a revista Cristianismo Hoje e ao ouvir muitas de suas pregações. Mas nada substitui o “ao vivo”.
Tive a oportunidade, como editor do programa de rádio Mosaico Cristão e do APENAS, de participar de uma entrevista coletiva para um grupo selecionado de poucas pessoas. Não vou dizer tudo o que ele falou, você poderá ouvir a entrevista na íntegra, com 30 minutos de duração, no dia 16/10, no Mosaico Cristão (horários e link para ouvir via web estão no twitter, pelo @Mosaico_Cristao), com perguntas minhas, do Pr. Renato Vargens (@Renatovargens), Vinicius (do blog Voltemos ao Evangelho – @voltemos), a turma do blog iPródigo (@iprodigo) e outros blogueiros e repórteres amigos.
Mas, no pouco tempo em que estivemos na mesma sala pude ver um homem pequeno, de baixa estatura, que fala como um gigante. Afinal, um cara que tem coragem de peitar as heresias e pôr o dedo na cara delas deveria ser um sujeito parrudão. Não foi o que vi. Conheci um baixinho mirradinho mas que, quando abre a boca, o que saem são pérolas e mais pérolas bíblicas. Tudo coerente. Numa época em que Missão Integral está na crista da onda, ele tem o peito de dizer que temos de ajudar sim o pobre, mas que de nada adianta ajudá-lo se depois ele vai passar a eternidade no inferno. Que diz que Teologia da Prosperidade é antibíblica e cruel. Que Teologia Relacional é fazer Deus deixar de ser Deus. Na linguagem do Nordeste, Piper se mostrou ser um “sujeito-homem”. Pois diz o que tem de ser dito. Ele não é arrogante: é bíblico e faz isso de forma incisiva.
Certa vez vi uma twitcam em que um grupo de jovens cristãos emergentes (que recentemente racharam com sua igreja original e agora convregam num local onde até cesta de basquete no salão tem) o acusavam de “não ter amor”, pela forma como fala. Nada mais distante da realidade. Vi ali puro amor… pela santidade e a soberania de Deus.
O que ouvi sair daqueles lábios foi Evangelho puro. Foi “você é pecador, arrependa-se e entregue-se a Cristo, para a glória dEle”. A mensagem de Jesus. Não ouvi projetos sociais que não ecoarão pela eternidade. Não ouvi bobagens sobre o amor de Deus ditas em frases poéticas. Não ouvi nenhuma vontade de agradar quem quer que seja exceto Jesus. Saí de meu encontro com Piper com a certeza de que ainda há os que percebem que cristianismo é sobre a eternidade ao lado de Cristo. Tem pouco ou quase nada a ver com esta vida, que a Biblia diz que é “como um sopro” ou “como uma neblina”.
Não o idolatro. Não o tenho como quarto membro da Trindade. Vejo nele um homem falho como eu e você. Mas meu encontro com John Piper confirmou uma certeza que eu já tinha: o Evangelho e Jesus não precisam de mais pregadores da prosperidade, de marxismo cristão, de ativismos em nome de Cristo, de universalistas, de poetas que dizem que Deus não está no controle, de gente que ataca a igreja institucional achando que esta fazendo uma grande coisa. Tudo isso, como disse Paulo, “considero como esterco”. Basta de igrejas e pastores moderninhos que querem “ganhar” a juventude usando roupa da moda, cabelo estiloso e indo a shows de Ozzy Osbourne.
Imagino Cristo olhando isso tudo e dizendo “não entenderam nada”.
Sai do encontro com John Piper com a certeza de que Jesus quer mais Johns Pipers. Homens e mulheres que não têm vergonha de proclamar as Escrituras, doa a quem doer. Homens como Augustus Nicodemos Lopes, Franklin Ferreira, Paul Washer. Pois são esses que vão pregar o que Cristo pregou, que vão pôr Jesus e não o homem no centro de tudo e, acima de qualquer coisa cumprirão a missão de Deus e a razão da criação do homem: a GLÓRIA DE DEUS.
Ah sim, já ia me esquecendo de dizer qual foi a minha grande decepção. A grande decepção sou eu. Foi perceber o quanto estou longe do que deveria ser. Meu conhecimento teológico é pequeno. Minha ousadia ao proclamar o Evangelho é pífia. O que tenho feito para glorificar Deus tem sido muito pouco. Meu encontro com John Piper foi um despertamento: está na hora de começar a fazer alguma coisa. Fazer mais. É o mínimo que posso fazer por Aquele que me chamou das trevas para sua maravilhosa luz. E você? O que tem feito para a glória de Deus além de gritar “glória a Deus!” durante cultos dominicais? Acho que Piper tem feito mais que issso. Que eu possa fazer também, com cada inspiração de meus pulmões, cada palavra que saia de meus lábios e cada ação que minhas mãos executem.
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício
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Fonte: Apenas 1 – http://apenas1.wordpress.com/2011/10/06/minha-grande-decepcao-com-john-piper/
O próprio Deus nos revela o segredo:

Como cristão, qual é o seu comportamento no trabalho? Como as pessoas te vêem? Leia o artigo abaixo para aprender mais sobre o assunto:
Quando alguém pensa em seu trabalho sendo “cristão,” todo tipo de imagem perturbadora vem à mente:
- Abrir um salão de beleza chamado “Você Muito Melhor” ou uma livraria chamada “E Lias”.
- Fazer momentos constrangedores de evangelismo nas chamadas promocionais.
- Desafiadoramente dizer “Feliz Natal” ao invés de “Boas Festas” na fila do caixa, ou furtivamente dizer “Tenha um dia abençoado” na saudação.
- Colar pôsteres de opções de estudo bíblico no horário de almoço ou enviar spams sobre visões da Virgem Maria no Equador.
Talvez você se lembre do incidente de 2004 com um piloto da American Airlines que, em seus anúncios antes do voo, pedia a todos os cristãos a bordo do avião que levantassem a mão. Ele então sugeria que durante o voo, os outros passageiros conversassem com essas pessoas sobre a fé deles. Ele também disse aos passageiros que ele ficaria feliz em conversar com qualquer um que tivesse dúvidas. É compreensível que isso fazia as pessoas surtarem: o piloto do seu avião falando com você sobre se você vai ou não se encontrar com Jesus?[1] Embora eles pudessem admirar o zelo do cara, muitos empresários cristãos pensam: “Eu acho que eu não conseguiria fazer isso sem ser demitido.”
Muitos cristãos pensam que simplesmente não dá para servir o reino de Deus no trabalho, e que o trabalho desse reino acontece “após o expediente” — voluntariando-se no berçário da igreja, frequentando grupos pequenos, indo a uma viagem missionária, servindo na cantina. A maioria pensa que o nosso trabalho é uma necessidade que deve ser suportada para colocar comida na mesa, e que o interesse de Deus no fruto de nosso trabalho é primariamente que entreguemos os nossos dízimos.
A Bíblia oferece uma perspectiva bem diferente. A Escritura nos ensina como servir a Deus através de nosso trabalho, não apenas após o trabalho. A Bíblia diz palavras claras e radicais às pessoas no local de trabalho, nos mostrando que mesmo o mais subalterno deles possui um papel essencial na missão de Deus.
De fato, certamente não é coincidência que a maioria das parábolas que Jesus contou tinha como contexto um local de trabalho, e que dos quarenta milagres registrados no livro de Atos, trinta e nove ocorreram fora do cenário de uma igreja. O Deus da Bíblia parece tão preocupado em demonstrar seu poder fora dos muros da igreja, quanto dentro.
Quero sugerir cinco qualidades que tornam o trabalho “cristão.” Por “cristão” neste contexto eu quero dizer “feito através da fé em Jesus Cristo.” Portanto, o trabalho que é cristão terá cinco qualidades: (1) cumpre a criação, (2) busca a excelência, (3) reflete santidade, (4) demonstra redenção e (5) avança em missões.
Veja o desenvolvimento de cada uma dessas cinco qualidade lendo o artigo completo:
Por J. D. Greear. Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2014 9Marks. Original: What Makes Work “Christian”?
Este artigo faz parte da edição de Março/Abril de 2013, do 9Marks Journal.
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Como a Graça Deveria Impactar a Execução do seu Trabalho
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
Sermão pregado na manhã de Domingo, 24 de outubro de 1869,
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
“E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lucas 23:34
Nosso Senhor estava suportando naquele exato momento as primeiras dores da crucificação; os verdugos acabaram de meter os cravos em Suas mãos e pés. Além disso, Ele deve ter ficado grandemente deprimido e reduzido a uma condição de extrema debilidade pela agonia da noite no Getsemani, e pelos açoites e as cruéis zombarias que tinha suportado de Caifás, de Pilatos, de Herodes e dos guardiões pretorianos no decorrer de toda aquela manhã. No entanto, nem a debilidade do passado nem a dor do presente impediram que Jesus continuasse em oração. O cordeiro de Deus guardava silêncio com os homens mas não com Deus. Emudeceu como ovelha diante de Seus tosquiadores, e não tinha nem uma palavra a dizer em defesa própria diante de homem algum, mas continuava clamando a Seu Pai em Seu coração, e nem a dor nem a debilidade podem calar Suas santas súplicas.
Amados, que grande exemplo nosso Senhor nos apresenta nesse ponto! Temos de continuar em oração enquanto nosso coração palpite; nenhum excesso de sofrimento deve nos apartar do trono da graça, mas antes deve nos aproximar dele –
“os cristãos devem orar no tanto que vivam,
Pois só quando oram, vivem”
Deixar de orar é renunciar às consolações que nosso caso requer.
Em todas as perturbações do espírito e opressões do coração, grandioso Deus, ajuda-nos a seguir orando, e que nossas pisadas, levadas pelo desespero, não se afastem jamais do propiciatório.
Nosso bendito Redentor perseverou em oração ainda quando o ferro cruel rasgava Seus sensíveis nervos e os repetidos golpes do martelo faziam que Seu corpo todo tremesse com angústia; e essa perseverança se explica pelo fato de que tinha um hábito tão imaculado de orar que não podia deixar de fazê-lo; Ele tinha adquirido uma poderosa velocidade de intercessão que o impedia de se deter. Essas longas noites na fria borda do monte, os muitos dias que tinha passado em solidão, essas perpétuas aspirações que costumava elevar aos céus, todas essas coisas tinha desenvolvido Nele um hábito tão arraigado que nem mesmo os mais severos tormentos podiam deter sua força.
No entanto, era algo mais que um hábito. Nosso Senhor foi batizado no espírito de oração; esse espírito vivia Nele; tinha chegado a ser um elemento de Sua natureza. Ele era como essa preciosa espécie de árvore que, ao ser cortada pelo machado, não deixa de exalar seu perfume e que, de fato, produz com maior abundância devido aos golpes, já que não é uma qualidade externa e superficial, mas uma virtude interior essencial a Sua natureza, que é extraída pelos golpes que fazem com que revele Sua alma secreta de doçura.
Como um feixe de mirra produz aroma ou como os pássaros cantam porque não sabem fazer outra coisa, assim Jesus também ora. A oração cobria Sua própria alma como se fosse um manto, e Seu coração saia vestido dessa forma. Eu repito que esse deve ser nosso exemplo e não devemos jamais cessar de orar, sob nenhuma circunstância, por grande que seja a severidade da tribulação ou por mais deprimente que seja a dificuldade.
Ademais, observem na oração que estamos considerando que nosso Senhor permanece no vigor da fé quanto a Sua condição de Filho. A extrema prova à qual se submetia agora não podia impedir que se apegasse firmemente a sua condição de Filho. Sua oração começa assim: “Pai”. Não foi algo desprovido de significado que nos ensinasse a dizer quando oramos: “Pai nosso”, pois nosso predomínio na oração dependerá muito de nossa confiança em nossa relação com Deus. Sob o peso de grandes perdas e cruzes, um é propenso a pensar que Deus não está tratando conosco como um pai com seu filho, mas sim mais bem como um juiz severo com um criminoso condenado; porém, o clamor de Cristo, quando é conduzido ao extremo que nós jamais experimentaremos, não delata nenhuma vacilação no espírito de Sua condição de Filho.
Quando o suor sangrento caía rapidamente sobre o chão no Getsemani, Seu clamor mais amargo começou assim: “meu Pai”, pedindo que se fosse possível, o cálice de fel passasse dEle; argumentava com o Pai como Seu Pai, tal como o chamou uma e outra vez naquela escura e doída noite. Aqui disse outra vez, nessa, a primeira das sete palavras pronunciadas quando expirava: “Pai”.
Ó, que o Espírito que nos faz clamar: “Aba, Pai” não deixe nunca Suas operações! Que nunca sejamos conduzidos à servidão espiritual pela sugestão: “se és Filho de Deus”; ou se o tentador nos assedia, que possamos triunfar como Jesus o fez no deserto faminto. Que o Espírito que clama: “Aba, Pai”, expulse cada medo incrédulo. Quando somos disciplinados, como temos de ser (porque que filho é aquele a quem o pai não disciplina?), que possamos estar em uma amorosa sujeição ao Pai de nossos espíritos, e viver, mas que nunca nos voltemos cativos do espírito de servidão para duvidar do amor de nosso clemente Pai e de nossa porção de Sua adoção.
Mais notável, porém, é o fato de que a oração de nosso Senhor a Seu Pai não pedia algo para Si mesmo. É certo que na cruz Ele continuou orando por Si mesmo, e que Sua oração de lamento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, mostra a personalidade de Sua oração; mas a primeira das sente grandiosas palavras pronunciadas desde a cruz não possui nem sequer uma escassa referência indireta a Si mesmo. Diz: “Pai, perdoa-lhes”. A petição é inteiramente para outros, e ainda que exista uma alusão às crueldades que estavam sendo aplicadas a Ele, ela é, no entanto, muito remota; e vocês observarão que não diz: “eu os perdoo” – isso é tido como certo – parece perder de vista o fato de que lhe estavam fazendo dano; em Sua mente está o mal que eles estavam fazendo ao Pai, o insulto que estavam lançando ao Pai na pessoa do Filho; não pensa em Si mesmo em nada. O clamor: “Pai, perdoa-lhes”, é completamente desinteressado. Ele próprio é, na oração, como se não fosse; tão completa é sua auto aniquilação que perde de vista Sua pessoa e Suas aflições.
Meus irmãos, se houvesse tido um tempo na vida do Filho do Homem quando este poderia ter confinado rigidamente Sua oração para Si mesmo, sem merecer nenhuma critica por fazê-lo, seguramente teria sido quando Suas angústias de morte estavam começando. Se um homem fosse submetido à fogueira ou cravado em uma cruz, não poderia assombrar-nos se sua primeira oração, e inclusive a última, e todas as suas orações fossem petições pessoais de apoio contra uma atribulação tão árdua.
Porém, vejam, o Senhor Jesus começou pedindo por outros. Vocês não veem que grandioso coração é aqui revelado? Que alma de compaixão existia no Crucificado! Que semelhante a Deus, que divino! Alguma vez já houve alguém antes dEle que, ainda nas próprias dores da morte, oferecesse como sua primeira oração uma intercessão por outros? Esse mesmo espírito de abnegação deve estar em vocês também, meus irmãos. Que ninguém olhe por suas próprias coisas, antes, todo homem deve mirar pelas coisas dos demais. Amem a seus semelhantes como a vocês mesmos, e como Cristo colocou diante de vocês esse excelente modelo de abnegação, procurem seguir-lhe pisando sobre Seus passos.
No entanto, existe uma jóia suprema nesse diadema do glorioso amor. O Sol da Justiça se oculta no Calvário em um maravilhoso esplendor; mas em meio das brilhantes cores que glorificam Sua partida, existe uma em particular: a oração não era só pelos outros, mas sim que pedia por Seus mais cruéis inimigos. Seus inimigos, disse, porém deve-se considerar algo mais. Não era uma oração por inimigos que lhe tinham feito um mal anos antes, mas sim era por aqueles que estavam ali assassinando-o, nesse exato momento. Não foi a sangue frio que o Salvador orou, mas orava enquanto as primeiras gotas vermelhas de sangue manchavam as mãos que metiam-lhe os cravos, quando o martelo estava ainda salpicado de coágulos de cor carmesim, Suas boca bendita pronunciava a fresca e quente oração; “Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem”.
Digo também que essa oração não estava limitada a Seus verdugos imediatos. Eu creio que era uma oração de grande alcance que incluía aos escribas e aos fariseus, a Pilatos e a Herodes, aos judeus e aos gentios, sim, a toda raça humana em certo sentido, pois todos nós estávamos envolvidos nesse assassinato; mas certamente as pessoas imediatas, sobre as quais foi pronunciada essa oração como precioso perfume de nardo, eram aquelas que estavam ali naquele momento cometendo o ato brutal de cravá-lo no madeiro maldito.
Que sublime é essa oração quando é considerada a partir desse enfoque! Ela é única e está sobre um monte de glória solitária. Nenhuma outra oração como essa tinha sido orada antes. É certo que Abraão, Moisés e os profetas tinham orado pelos malvados; porém, não por homens perversos que tinham perfurado suas mãos e pés. É certo que os cristãos ofereceram essa mesma oração daquele dia em diante, tal como Estevão clamou: “não lhes tome em conta esse pecado”; e as últimas palavras de muitos mártires na fogueira foram essas palavras de piedosa intercessão por seus perseguidores; mas vocês sabem de onde aprenderam isso. Mas deixem-me perguntar-lhes: onde Ele a aprendeu? Não foi Jesus o original divino? Ele não a aprendeu de nenhuma parte; isso brotou de Sua própria natureza semelhante a Deus. Uma compaixão peculiar para Si mesmo ditou a originalidade dessa oração; a íntima realeza de Seu amor lhe sugeriu uma intercessão tão memorável que pode nos servir de modelo, porém da qual não existia nenhum modelo antes. Penso que seria melhor que eu me ajoelhasse nesse momento diante da cruz de meu Senhor em vez de estar parado neste púlpito dirigindo-me a vocês. Quero adorar-lhe, quero venerar-lhe no coração por essa oração; ainda que não conhecesse nada mais exceto essa oração, devo adorar-lhe, pois essa súplica sem par pedindo misericórdia me convence da deidade de quem a ofereceu, de maneira sumamente contundente, e enche meu coração de reverente afeto.
Dessa forma lhes apresentei a primeira oração vocal de nosso Senhor na cruz. Agora, com a ajuda do Espírito Santo de Deus, irei dar uma aplicação. Primeiro, a veremos como uma oração ilustrativa da intercessão de nosso Salvador; em segundo lugar, consideraremos o texto como instrutivo para a obra da igreja; em terceiro lugar, a consideraremos como sugestiva para os não convertidos.
I. Primeiro, meus queridos irmãos, vejamos esse texto tão maravilhoso como uma ILUSTRAÇÃO DA INTERCESSÃO DE NOSSO SENHOR.
Ele orou pelos Seus inimigos, e segue orando por Seus inimigos agora; o passado na cruz foi o sinal do presente no trono. Ele está agora em um lugar mais sublime e em uma condição mais nobre, mas Sua ocupação é a mesma; Ele continua ainda diante do trono eterno apresentando súplicas em favor dos homens culpados, clamando: “Pai, perdoa-lhes”. Toda Sua intercessão é, em certa medida, como a intercessão no Calvário, e as palavras do Calvário podem nos ajudar a adivinhar o caráter de toda Sua intercessão no alto.
O primeiro ponto em que podemos ver o caráter de Sua intercessão é esse: que é muito misericordiosa. Aqueles pelos quais nosso Senhor orou, de acordo com o texto, não mereciam Sua oração. Não tinham feito nada que pudesse motivar Nele uma benção como recompensa pelos seus esforços em Seu serviço; pelo contrário, eram pessoas muito indignas que tinham conspirado para sentenciá-lo à morte. O tinham crucificado e O fizeram de forma injustificável e malignamente; estavam inclusive tirando-lhe naquele momento Sua vida inocente. Seus clientes eram pessoas que, muito longe de serem meritórias, eram completamente indignas de um só bom desejo do coração do Salvador. Eles certamente jamais lhe pediram que Jesus orasse por eles; o último pensamento de sua mente era dizer-lhe: “Intercede por nós, moribundo Rei! Oferece petições em nosso favor, Filho de Deus!”. Eu me aventuro a crer que a própria oração, quando foi ouvida por essas pessoas, foi ignorada ou passada por alto com depreciativa indiferença. Ou talvez foi tomada como um tema de zombaria. Admito que pareceria demasiadamente severo para com a humanidade supor que seja possível que semelhante oração pudesse ter sido tema de risadas zombeteiras, e, no entanto, houve outras coisas implementadas em torno da cruz que foram igualmente brutais, e então posso imaginar que isso pode ter acontecido também.
No entanto, nosso Salvador orou por pessoas que não mereciam a oração, e, pelo contrário, mereciam uma maldição: eram pessoas que não solicitaram a oração e inclusive zombaram dela quando a ouviram. De igual forma o grandioso Sumo Sacerdote está lá no céu suplicando por homens culpados: por homens culpados, queridos ouvintes. Ele não suplica por ninguém se baseando na suposição de que verdadeiramente ela o merece. Está lá para interceder como o Justo em favor dos injustos. Não intercede como se alguém fosse justo, mas sim que “Se alguém tiver pecado, temos advogado para com o Pai”.
Recordem também que nosso grandioso Intercessor suplica por aqueles que nunca lhe pediram que intercedesse por elas. Seus eleitos são objeto de Suas intercessões compassivas estando ainda mortos em delitos e pecados, enquanto eles zombam até mesmo de Seu Evangelho, Seu coração de amor está implorando o favor do céu para eles. Vejam, então, amados, se tal é a verdade, que seguros estão de ter sucesso para com Deus aqueles que lhe pedem sinceramente ao Senhor Jesus Cristo que interceda por eles. Alguns de vocês, com muitas lágrimas e muita veemência, estiveram pedindo ao Salvador que seja seu advogado. Por acaso Ele os rejeitará? É lógico pensar que possa fazê-lo? Ele intercede por aqueles que rejeitam Suas súplicas; com muito mais razão o fará por você que as valoriza mais que o ouro.
Recorde, meu querido ouvinte, que se não existe nada bom em você e que existe todo o concebível que é maligno e mal, nada disso pode ser uma barreira para impedir que Cristo exerça o ofício de Intercessor por você. Ele suplicará inclusive por você. Vamos, coloque seu caso em Suas mãos, pois Ele encontrará súplicas que você não poderia descobrir por si mesmo, e apresentará seu caso diante de Deus como o fez por Seus assassinos: “Pai, perdoa-lhes”.
Uma segunda qualidade de Sua intercessão é: seu espírito cuidadoso. Notem isso na oração: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Por assim dizer, nosso Senhor revirou Seus inimigos para encontrar neles algo que pudesse ser argumentado em seu favor. Mas não pode ver nada até que Seus olhos sabiamente afetuosos pousaram em sua ignorância: “não sabem o que fazem”. Que cuidadosamente Jesus inspecionou as circunstâncias e as características daqueles por quem se importunava! O mesmo Ele faz agora no céu. Cristo não é um advogado negligente para com Seu povo. Ele conhece sua precisa condição nesse momento e o exato estado de seu coração em relação à tentação pela que atravessa; mais ainda, Ele vê antecipadamente a tentação que está lhe esperando, e em Sua intercessão toma nota do evento futuro que Seu olhar já contempla. “Satanás os pediu para cirandar como o trigo, mas eu roguei por ti, para que sua fé não falte.”
Ó, a condescendente ternura de nosso grandioso Sumo Sacerdote! Ele nos conhece melhor do que conhecemos a nós mesmo. Ele entende cada dor e cada gemido secreto. Você não precisa se preocupar sobre a fraseologia de sua oração, pois Ele retificará seu texto. E inclusive, quanto ao entendimento da petição exata, ainda que você falhe em entendê-la, Ele não pode falhar, posto que conhece a mente de Deus e também conhece o que está em sua mente. Ele pode espiar alguma razão para ter misericórdia de você que você mesmo não poderia detectar, e quando tudo está tão escuro e nublado em sua alma que não pode discernir um ponto de apoio para uma petição que pudesse solicitar ante o céu, o Senhor Jesus tem preparadas as súplicas que deverão ser formuladas, e tem as petições redigidas, e pode apresentar elas de forma aceitável diante do propiciatório. Observarão, então, que Sua intercessão é muito clemente e em segundo lugar, muito ponderada.
Continuando, devemos notar sua veemência. Quem quer que leia essas palavras: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, não pode duvidar que traspassavam o céu em seu fervor.
Irmãos, vocês estão seguros, inclusive sem pensá-lo, de que Cristo era terrivelmente veemente nessa oração. Mas existe um argumento para demonstrá-lo. As pessoas veementes são geralmente sagazes e de rápido entendimento para descobrir qualquer coisa que lhes ajude em seu propósito. Se estão pedindo por sua vida, e se lhes solicitasse um argumento para serem perdoadas, lhes garanto que pensariam em um quando ninguém mais poderia fazê-lo.
Agora, Jesus estava tão ávido da salvação de Seus inimigos que recorreu a um argumento para misericórdia que um espírito menos ansioso não teria concebido: “Não sabem o que fazem”. Vamos, senhores, isso foi na mais estrita justiça, uma escassa razão para misericórdia; e verdadeiramente, a ignorância, se é deliberada, não atenua o pecado e, no entanto, a ignorância de muitos que estavam ao pé da cruz era uma ignorância deliberada. Eles deveriam ter conhecido que Ele era o Senhor da glória. Por acaso não foi Moisés suficientemente claro? Por acaso Isaías não tinha sido muito valente em Sua mensagem? Não eram os sinais e signos tão claros que duvidar desses argumentos de que Jesus é o Messias era duvidar de qual é o sol no firmamento? No entanto, apesar disso tudo, o Salvador, com maravilhosa veemência e conseguinte destreza, converte em um argumento o que não teria podido ser um argumento, e o expressa assim: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Ó, então, que poderosos em sua veemência são Seus argumentos no céu! Não suponham que Seu entendimento é mais lerdo ali, ou que Suas petições são menos intensas na veemência. Não, meus irmãos, o coração de Cristo ainda labora arduamente com o Deus eterno. Ele não é um intercessor adormecido, antes, pela causa de Sião não cala e não descansa, nem descansará, até que saia como resplendor Sua justiça, e Sua salvação se acenda como uma tocha.
É interessante notar, em quarto lugar, que a oração ali oferecida nos ajuda a julgar Sua intercessão no céu no tocante a sua persistência, perseverança e perpetuidade. Como comentei antes, se nosso Salvador teve uma oportunidade de fazer uma pausa em Sua oração intercessora, certamente foi quando o cravaram no madeiro; quando eram culpados de atos diretos de violência mortal contra Sua divina pessoa, teria podido cessar então de apresentar petições em favor deles. Porém, o pecado não pode atar a língua de nosso Amigo intercessor. Ó, quanto consolo existe aqui!
Você tem pecado, crente, você contristou ao Espírito, porém, você não detém a essa poderosa língua que intercede por você. Você foi infrutuoso talvez, meu irmão, e como a árvore estéril, merece ser cortada; todavia, sua falta de fertilidade não retirou o Intercessor de Seu lugar. Ele intervém nesse momento, clamando: “Deixa ela ainda esse ano”. Pecador, você tem provocado a Deus ao rejeitar por longo tempo Sua misericórdia e ao ir de mal a pior, mas nem a blasfêmia, nem a injustiça nem a infidelidade poderiam deter ao Cristo de Deus de litigiar o caso do primeiríssimo dos pecadores. Ele vive, e ao longo de sua vida Ele intercede; e enquanto exista um pecador na Terra que deva ser salvo, haverá um intercessor no céu que argumente em favor dele. Esses são só fragmentos de pensamento, mas eles o ajudarão a entender, espero, a intercessão de seu grandioso Sumo Sacerdote.
E mais, pensem que essa oração de nosso Senhor na terra é semelhante a Sua oração no céu, em razão de sua sabedoria. Ele busca o melhor e o que Seus clientes necessitam: “Pai, perdoa-lhes”. Esse foi um grande ponto em questão; eles precisam, ali e então, do perdão de Deus. Ele não diz: “Pai, ilumina-lhes, pois não sabem o que fazem”, pois a simples iluminação não teria criado nada a não ser tortura de consciência e haveria acelerado seu inferno: mas clama: “Pai, perdoa-lhes”; e ao mesmo tempo que usava Sua voz, as preciosas gotas de sangue que estavam destilando então das feridas dos cravos, estavam intercedendo também, e Deus ouviu, e sem dúvida perdoou.
A primeira misericórdia que é necessária para os pecadores culpados é o perdão do pecado. Cristo ora sabiamente pela benção mais necessária. O mesmo sucede no céu; Ele intercede sábia e prudentemente. Deixem-no tranquilo; ele sabe o que há de pedir da mão divina. Vá ao propiciatório, e derrama ali seus desejos da melhor maneira que possa, mas quando tenha feito isso, expresse-o sempre assim: “Ó, meu Senhor Jesus, não responda a nenhum de meus desejos se não são de acordo com Seu juízo; e se em algo que eu pedi falhei em buscar o que preciso, emenda minha súplica, pois Tu és infinitamente mais sábio que eu”. Ó, é doce ter um amigo na corte que arruma nossas petições antes que cheguem ao grandioso Rei.
Eu creio que o que se apresenta unicamente a Deus agora é uma perfeita oração; quero dizer que diante do grandioso Pai de todos nós, nenhuma oração de Seu povo sobe de maneira imperfeita; não resta nada fora, e não existe nada que deva ser apagado; e isso não porque as suas orações foram perfeitas em si mesmas originalmente, mas sim porque o Mediador as faz perfeitas por meio de Sua infinita sabedoria, e se elevam diante do propiciatório modeladas de acordo com a mente do próprio Deus, e Ele responderá com certeza a essas orações.
Ademais, essa memorável oração de nosso Senhor crucificado era semelhante a Sua intercessão universal no assunto de seu predomínio. Aqueles pelos quais orou foram, muitos deles, perdoados. Vocês recordam que ele se dirigiu a Seus discípulos quando lhes ordenou a pregar: “comecem em Jerusalém”, e naquele dia quando Pedro se colocou de pé com os onze, e acusou o povo de que com mãos ímpias haviam crucificado e imolado ao Salvador, três mil pessoas que foram assim justamente acusadas de Sua crucificação se converteram em crentes Nele, e foram batizados em Seu nome? Essa foi uma resposta à oração de Jesus. Os sacerdotes estavam no fundo do assassinato de nosso Senhor, e eles eram os mais culpados, mas se diz que: “Muitos dos sacerdotes obedeciam à fé”. Aqui está outra resposta à oração. Posto que todos os homens participaram representativamente, gentios assim como judeus, na morte de Jesus, o Evangelho foi pregado logo aos judeus e em breve tempo foi pregado também aos gentios. Não foi essa oração: “Pai, perdoa-lhes”, como uma pedra lançada em um lago, que forma primeiro um estreito círculo, e logo um anel mais amplo, e logo uma esfera maior, até que todo o lago fique coberto com ondas em forma de círculos?
Uma oração como essa, lançada em todo o mundo, criou primeiro um pequeno anel de judeus e de sacerdotes convertidos, e logo um círculo mais amplo daqueles que estavam sob a influência romana; e hoje sua circunferência é tão ampla como o globo todo, de tal forma que dezenas de milhares são salvos por meio do predomínio dessa precisa intercessão: “Pai, perdoa-lhes”. Sucede exatamente assim como Ele no céu; jamais intercede em vão. Com mãos sangrentas, teve êxito; com pés cravados ao madeiro, saiu vitorioso; desamparado por Deus e desprezado pelo povo, triunfou com Seus argumentos; quanto mais agora que a tiara cinge Suas têmporas, que Sua mão sustenta o cetro universal e Seus pés estão calçados com sandálias de prata, e que Ele é coroado Rei dos reis e Senhor dos senhores! Se as lágrimas e os clamores produzidos pela debilidade são onipotentes, muito mais poderosa tem de ser – se fosse possível – essa sagrada autoridade que, como Sacerdote ressuscitado, intercede quando está diante do trono do Pai e menciona o pacto que o Pai fez com Ele.
Ó, vocês, trêmulos crentes, confiem a Ele suas preocupações! Aproximem-se dEle, vocês que são culpados, e peçam que interceda por vocês. Ó, vocês que não podem orar, vamos, peçam-lhe que interceda por vocês. Corações quebrantados, cabeças rendidas e peitos desconsolados, aproximem-se dAquele que colocará Seus méritos de tal forma que se elevarão como o fumo do perfume, como uma fragrante nuvem para as narinas do Senhor Deus dos exércitos, que exala um doce aroma, onde serão aceitos você e suas orações no Amado. Temos aberto agora um espaço mais que suficiente para suas meditações em casa nessa tarde, e, portanto deixamos esse primeiro ponto. Temos recebido uma ilustração, na oração de Cristo na cruz, do que são Suas orações no céu pela eternidade.
II. Em segundo lugar, o texto é INSTRUTIVO PARA A OBRA DA IGREJA.
Como Cristo foi, assim Sua igreja tem de ser nesse mundo. Cristo veio ao mundo não para ser servido, mas sim para servir, não para ser honrado, mas sim para salvar a outros. Sua Igreja, quando entender sua obra, perceberá que não está aqui para acumular para si riqueza ou honra, ou para buscar qualquer engrandecimento e posição temporal; a igreja está aqui para viver abnegadamente, e se fosse necessário, para morrer abnegadamente para a libertação das ovelhas perdidas, para a salvação dos homens perdidos.
Irmãos, eu lhes disse que a oração de Cristo na cruz foi completamente desinteressada. Ele não se incluiu nela. Assim deveria ser a vida de oração da igreja, a ativa intervenção da igreja em favor dos pecadores. Não deve viver jamais para seus ministros ou para si mesma mas, pelo contrário, deve fazê-lo sempre para os filhos perdidos dos homens. Vocês imaginam por acaso que as igrejas são formadas para manter ministros? Vocês concebem que a igreja existe nessa terra para que simplesmente se possa dar certo salário aos bispos e diáconos, regalias e cúrias, e não sei mais que outras coisas?
Meus irmãos, seria bom que a instituição inteira fosse abolida se esse fosse seu único objetivo. O objetivo da igreja não é prover alívio externo para os mais jovens filhos da nobreza; quando não tenham cérebro o suficiente para ganhar de alguma outra maneira seu sustento, devem permanecer nas habitações familiares. As igrejas não são estabelecidas para que os homens de fácil palavra se coloquem de pé aos domingos e falem, e assim obtenham de seus admiradores o pão diário.
E mais, existe outro fim e objetivo distintos desse. Esses lugares de adoração não são construídos para que vocês possam se sentar confortavelmente, e ouvir algo que lhes faça passar seus domingos agradavelmente. Uma igreja em Londres que não exista para fazer o bem nos bairros baixos, e nas guaridas e cubículos da cidade, é uma igreja que não tem razão para justificar sua existência por mais tempo. Uma igreja que não existe para resgatar do paganismo, para lutar contra o mal, para destruir o erro, para derrubar a falsidade, uma igreja que não existe para colocar-se do lado dos pobres, para denunciar a injustiça e sustentar no alto a justiça, é uma igreja que não tem o direito de existir.
Você não existe para si mesma, ó igreja, assim como tampouco Cristo existiu para Si mesmo. Sua glória consistiu em que deixou de lado Sua glória, e a glória da igreja se dá quando deixa de lado sua respeitabilidade e sua dignidade, e considera que sua glória é atrair os rejeitados, e que sua mais excelsa honra é buscar, em meio da lama mais imunda as joias inestimáveis pelas quais Jesus derramou Seu sangue. Sua ocupação celestial é resgatar do inferno as almas e conduzi-las a Deus, à esperança, ao céu. Ó, que a igreja sentisse isso sempre! Que ela tenha seus bispos e seus pregadores, e que sejam sustentados, e que tudo seja feito decentemente e em ordem por Cristo, mas o fim deve ser considerado, quer dizer, a conversão dos desviados, a instrução dos ignorantes, a ajuda aos pobres, a manutenção do bem, o abatimento do mal e o sustento a qualquer custo da coroa e do reinado de nosso Senhor Jesus Cristo.
Agora, a oração de Cristo tinha uma grande espiritualidade de propósito. Vocês notarão que não se busca nada para essas pessoas exceto aquilo que concerne a suas almas: “Pai, perdoa-lhes”. E eu creio que a igreja faria bem em lembrar que luta não é contra carne e sangue, nem com principados e potestades, mas sim com a maldade espiritual, e que o que deve oferecer não é a lei e a ordem pela qual os magistrados possam ser respaldados, ou as tiranias demolidas, mas sim o governo espiritual por quem os corações são conquistados para Cristo, e os juízos são submetidos a Sua verdade. Eu creio que quanto mais a igreja de Deus se esforça, diante de Deus, pelo perdão dos pecadores, e quanto mais busque em sua vida de oração ensinar aos pecadores o que é o pecado, e o que é o sangue de Cristo, e o inferno que os espera se o pecado não é limpo, e o que é o céu que é garantido a todos aqueles que são limpos do pecado, quanto mais se apegue a isso, melhor será.
Prossigam como um só homem, meus irmãos, para assegurar a raiz do assunto no perdão dos pecados. Quanto a todos os males que afligem a humanidade, custe o que custar, participem na luta contra eles; a temperança deve ser mantida, a educação deve ser apoiada; as reformas políticas e eclesiásticas devem ser levadas adiante na medida do tempo e do esforço disponível, mas a primeira ocupação de cada cristão e de cada cristã está com os corações e as consciências dos homens quanto a sua posição diante do Deus eterno, ó, que nada os aparte de sua parcela de misericórdia para almas imortais. Esse deve ser seu único negócio: devem dizer aos pecadores que o pecado os condenará, que só Cristo pode tirar o pecado, e devem fazer disso a única paixão de suas almas: “Pai, perdoa-lhes, perdoa-lhes! Faça com que eles saibam como devem ser perdoados. Faça com que sejam realmente perdoados, e que eu não descanse a menos que eu seja o instrumento de condução dos pecadores para serem perdoados, inclusive os mais culpados deles”.
A oração de nosso Salvador ensina à igreja que se bem é certo que seu espírito deve ser de abnegação e que seu propósito deve ser espiritual, o alcance de sua missão deve ser ilimitado. Cristo orou pelos malvados, e que reação vocês tem se eu digo que foi pelos mais malvados dos malvados, essa turba lasciva que rodeava Sua cruz! Ele orou pelos ignorantes. Por acaso não disse: “Não sabem o que fazem”? Ele orou por Seus perseguidores; as próprias pessoas que estavam mais contra Ele, estavam mais próximas de Seu coração.
Igreja de Deus, sua missão não está direcionada aos poucos seres respeitáveis que se congregam em torno de seus ministros para escutar respeitosamente suas palavras; sua missão não é para a elite e para os ecléticos, os inteligentes que criticarão suas palavras e farão juízos sobre cada sílaba de seu ensino; sua missão não é para aqueles que o tratam amavelmente, generosamente, afetuosamente, quero dizer, não somente para esses, ainda que certamente é para esses como parte do resto; mas seu grande encargo certamente é para a rameira, para a prostituta, para o ladrão, para o blasfemo e para o bêbado, para os mais depravados e pervertidos. Ainda que ninguém mais se preocupe por eles, a igreja sempre deve fazê-lo, e se alguém deve ocupar o primeiro lugar em suas orações, deveriam ser esses que, ai, são geralmente os últimos em nossos pensamentos. Devemos considerar diligentemente aos ignorantes. Não basta que o pregador pregue de tal forma que os que são instruídos desde sua juventude possam entendê-lo; ele tem que pensar naqueles para os quais as frases mais comuns da verdade teológica são tão carentes de significado como o gíria de uma linguagem desconhecida; ele tem que pregar com o objetivo de conseguir a mais mínima compreensão; e se os muitos ignorantes não se aproximam para ouvi-lo, ele deve usar os melhores meios que possa para induzi-los, e mais, para forçá-los a ouvir as boas novas.
O Evangelho também está dirigido para aqueles que perseguem a religião; aponte suas flechas de amor contra os corações de seus inimigos. Se existe alguns aos quais devemos buscar primeiro para levá-los a Jesus, deve ser justamente àqueles que estão mais longe e mais opostos ao Evangelho de Cristo. “Pai, perdoa-lhes, ainda que não perdoes a ninguém mais, agrade-se em perdoar a eles”.
De igual forma, a igreja deve ser veemente como Cristo o foi; e se o fosse, advertiria rapidamente qualquer base de esperança naqueles com que trata e observaria qualquer argumento que pudesse usar para Sua salvação.
A Igreja também tem de estar cheia de esperanças, e certamente nenhuma igreja teve jamais uma esfera mais esperançosa do que a igreja da época presente. Se a ignorância é um argumento para com Deus, olhem aos pagãos desse tempo; milhões deles jamais ouviram o nome do Messias. Perdoa-lhes, grandioso Deus, verdadeiramente eles não sabem o que fazem. Se a ignorância constitui alguma base para esperança, existe suficiente esperança nessa grande cidade de Londres, pois, por acaso não temos centenas de milhares para os quais as verdades mais simples do Evangelho seriam as maiores novidades?
Irmãos, é triste pensar que esse país ainda está sob o manto da ignorância, mas o aguilhão de um fato tão terrível é entorpecido pela esperança quando lemos corretamente a oração do Salvador; ela nos ajuda a esperar enquanto clamamos: “Perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. A atividade da igreja tem de ser buscar aos mais caídos e aos mais ignorantes, e buscá-los perseverantemente. Ela não deve jamais deter sua mão de fazer o bem. Se o Senhor viesse amanhã, não existe razão para que vocês, pessoas cristãs, se convertam em meros faladores e leitores, reunindo-se para o consolo mútuo, e esquecendo-se das miríades de almas que perecem. Se fosse certo que esse mundo pode se fazer em pedaços em algumas semanas e que Napoleão III é a besta apocalíptica, ou se não fosse certo, não me importa absolutamente, isso não modifica meu dever em nada, nem muda meu serviço. Que meu Senhor venha quando queira, pois enquanto eu trabalhe para Ele, estou pronto para Sua vinda. O propósito da igreja segue sendo ainda de vigiar pela salvação das almas. Se ela ficasse contemplativa, como os profetas modernos gostariam que o fizesse, se estivesse disposta para entregar-se a interpretações especulativas, ela faria bem em temer a vinda de seu Senhor; porém, se você continua fazendo seu trabalho, e com um labor estafante busca as preciosas joias de seu Senhor, você não será envergonhada quando o Esposo vier.
Meu tempo foi muito breve para um tema tão vasto como o que eu abordei, mas gostaria de poder dizer umas palavras que fossem tão fortes como o trovão, com um sentido e uma veemência tão poderosa como o raio. Gostaria de poder motivar a cada cristão aqui presente e avivar nele uma ideia correta do que é seu trabalho como parte da igreja de Cristo.
Meus irmãos, vocês não devem viver para si mesmos; a acumulação de dinheiro, a educação de seus filhos, a edificação de casas, a obtenção de seu pão diário, tudo isso vocês podem fazer; mas tem de existir um propósito maior do que esse se vocês devem ser semelhantes a Cristo como deveriam, já que foram comprados com o sangue de Jesus. Comecem a viver para os outros, façam evidente para todos os homens que vocês mesmos não são o fim de tudo nem o ser de toda sua própria existência, mas antes gastem o que é seu e ainda vocês mesmo se gastarão do tudo para que pelo bem que fazem aos homens Deus seja glorificado e Cristo veja em vocês Sua própria imagem e fique satisfeito.
III. O tempo já me esgotou, mas o último ponto é uma palavra de SUGESTÃO PARA OS NÃO CONVERTIDOS.
Escutem atentamente essas frases. As farei tão suaves e condensadas quanto seja possível. Alguns dos presentes aqui não são salvos. Agora, alguns de vocês foram muito ignorantes e quando pecaram não sabiam o que faziam; vocês sabiam que eram pecadores, sabiam disso, porém não conheciam o grande alcance da culpa do pecado. Não frequentaram a casa de oração por longo tempo, não leram suas Bíblias, não possuem pais cristãos. Agora estão começando a se ansiarem pelas suas almas. Lembrem que sua ignorância não os desculpa; de outra maneira Cristo não diria: “Perdoa-lhes”; pois inclusive aqueles que não sabem o que fazem tem de ser perdoados; daí que sejam individualmente culpados; mas ainda assim essa sua ignorância lhes dá justamente um pequeno raio de esperança. Deus passou por alto os tempos de ignorância, mas agora manda a todos os homens em todo lugar que se arrependam. Fazei, pois, frutos dignos de arrependimento. O Deus a quem esqueceram ignorantemente está disposto a perdoar e pronto a absolver. O Evangelho é justamente isso: confiem em Jesus Cristo que morreu pelos culpados, e serão salvos. Ó, que Deus os ajude a fazer isso essa manhã, e vocês se converterão em homens novos e mulheres novas; uma mudança terá lugar em vocês igual que a um novo nascimento; serão novas criaturas em Cristo Jesus.
Porém, ah meu amigo, existem alguns presentes para os quais Cristo mesmo não poderia fazer essa oração, ao menos no sentido mais amplo: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”, pois vocês sabem o que fazem e cada sermão que ouvem, e especialmente cada impressão que é gravada em seu entendimento e em sua consciência pelo Evangelho aumenta sua responsabilidade, e lhes suprime a escusa de não saber o que fazem. Ah senhores, vocês sabem que aí estão o mundo e o Cristo, e que não podem ter a ambos. Vocês sabem que ai está o pecado e também Deus, e que não podem servir ambos. Vocês sabem que está ai o prazer do mal e os prazeres do céu, e que não podem ter aos dois. Ó, à luz que Deus lhes deu, que também se uma a Seu Espírito e lhes ajude a escolher aquilo que a verdadeira sabedoria os induzirá a escolher. Decidam hoje por Deus, por Cristo, pelo céu. Que o Senhor os conduza a decidir isso por causa de Seu nome. Amém.
Porção da Escritura lida antes do sermão: Mateus 23:1-37
ORE PARA QUE O ESPIRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA TRAZER UM CONHECIMENTO SALVÍFICO DE JESUS CRISTO E PARA EDIFICAÇÃO DA IGREJA
FONTE:
Traduzido de http://www.spurgeon.com.mx/sermon897.pdf
Titulo original: La Primera Palabra desde la Cruz (THE FIRST CRY FROM THE CROSS)
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público e com autorização de Allan Roman.
Sermão nº 897 — Volume 15 do The Metropolitan Tabernacle Pulpit,
Tradução: Armando Marcos Pinto
Capa: Victor Silva
Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado.
Projeto de tradução de sermões, devocionais e livros do pregador batista reformado Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) para glória de Deus em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo, para edificação da Igreja e salvação e conversão de incrédulos de seus pecados. Acesse em: www.projetospurgeon.com.br
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Fonte: Projeto Spurgeon .com.br
Ministração da Joyce Meyer, intitulada: Tendo uma atitude saudável consigo mesmo.
Programa: Desfrutando a Vida Diária
Joyce Meyer Ministries
Vídeo: http://youtu.be/hh_kEcP_0ws
Site: http://joycemeyer.com.br
Cremos que o bom Deus, depois de ter criado todas as coisas, não as abandonou, nem as entregou ao acaso ou a sorte [1], mas que as dirige e governa conforme sua santa vontade, de tal maneira que neste mundo nada acontece sem sua determinação [2]. Contudo, Deus não é o autor, nem tem culpa do pecado que se comete [3]. Pois seu poder e bondade são tão grandes e incompreensíveis, que Ele ordena e faz sua obra muito bem e com justiça, mesmo que os demónios e os ímpios ajam injustamente [4]. E as obras dEle que ultrapassam o entendimento humano, não queremos investigá-las curiosamente, além da nossa capacidade de entender. Mas, adoramos humilde e piedosamente a Deus em seus justos julgamentos, que nos estão escondidos [5]. Contentamo-nos em ser discípulos de Cristo, a fim de que aprendamos somente o que Ele nos ensina na sua Palavra, sem ultrapassar estes limites [6].| D | S | T | Q | Q | S | S |
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